J.M., 4 anos, previamente hígido, após tentativa de ingerir um comprimido de paracetamol, apresentou tosse, evolui com cianose e foi optado por acionar o SAMU. Ao chegar no local, o médico do SAMU encontra a criança em parada cardiorrespiratória (PCR). Realizada ressuscitação cardiopulmonar (RCP) por 15 minutos até retorno da frequência cardíaca e pulso central. Levando em consideração os dados apresentados, assinale a alternativa correta.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o caso da J.M., uma criança de 4 anos. Essa idade é super importante porque define qual protocolo de ressuscitação cardiopulmonar pediátrica vamos seguir.
- O enunciado nos diz que ela era previamente hígida, o que significa que não tinha nenhuma doença crônica ou condição preexistente que pudesse justificar a parada cardiorrespiratória.
- O evento desencadeador foi a tentativa de ingerir um comprimido de paracetamol. Isso já nos acende um alerta para a possibilidade de um corpo estranho na via aérea.
- Logo após, ela apresentou tosse e evoluiu com cianose. Tosse e cianose são sinais clássicos de obstrução de via aérea e hipóxia, ou seja, falta de oxigênio.
- Infelizmente, a situação progrediu para uma parada cardiorrespiratória. Isso indica a gravidade do quadro e a necessidade de intervenção imediata.
- A equipe do SAMU realizou ressuscitação cardiopulmonar por 15 minutos até o retorno da frequência cardíaca e do pulso central, o que mostra que a reanimação foi bem-sucedida inicialmente.
- Conectando os pontos, a tentativa de ingerir o comprimido, seguida de tosse e cianose, nos leva a pensar que houve uma obstrução das vias aéreas por um corpo estranho.
- Essa obstrução, por sua vez, levou à hipóxia, que é a causa mais comum de parada cardiorrespiratória em crianças, como aconteceu com a J.M.
- Agora, vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas.
- A alternativa A sugere que a intubação traqueal deve ser a primeira medida. No entanto, a ressuscitação cardiopulmonar e a ventilação efetiva são prioridades e não devem ser atrasadas para a intubação.
- A alternativa C fala que a relação de compressões para ventilações deve ser de 30 para 2. Mas, com dois socorristas e sem via aérea avançada em pediatria, a relação correta é de quinze compressões para duas ventilações.
- A alternativa D afirma que, se a ressuscitação cardiopulmonar foi adequada, no mínimo duas doses de epinefrina foram usadas. A frequência das doses de epinefrina depende do ritmo cardíaco e da cronologia da reanimação, então uma contagem isolada não garante a qualidade da RCP.
- A alternativa E diz que não é necessário checar o ritmo a cada dois minutos porque o paciente foi encontrado em assistolia. Isso está errado, o ritmo cardíaco deve ser reavaliado periodicamente, a cada dois minutos, porque ele pode mudar durante a ressuscitação.
- Finalmente, a alternativa B está correta. A sequência de eventos — tentativa de ingerir um comprimido, tosse, cianose e parada cardiorrespiratória — aponta fortemente para uma obstrução de via aérea por corpo estranho, levando à hipóxia e, consequentemente, à parada.
- Então, em uma criança de 4 anos, com histórico de engasgo e cianose, pense sempre em parada cardiorrespiratória por hipóxia devido à aspiração de corpo estranho.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Pediatric Advanced Life Support — diretrizes 2025AHA/AAP, 2025 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.