Paciente do sexo masculino, 3 anos de idade, é levado ao pronto-socorro, com tosse súbita e intensa, cianose e sibilância, após brincar com um brinquedo com peças pequenas. A criança apresenta dispneia e estridor laríngeo inspiratório leve. A radiografia de tórax mostra hiperinsuflação do pulmão direito. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e a conduta CORRETOS.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando os dados importantes do caso clínico. Primeiro, temos um paciente do sexo masculino, com três anos de idade.
- Ele foi levado ao pronto-socorro com uma queixa bem característica: tosse súbita e intensa, acompanhada de cianose e sibilância.
- Um dado crucial é que esses sintomas apareceram após a criança brincar com um brinquedo que tinha peças pequenas.
- No exame físico, ele apresenta dispneia, que é a dificuldade para respirar, e um estridor laríngeo inspiratório leve, indicando uma obstrução nas vias aéreas superiores ou na traqueia.
- Por fim, a radiografia de tórax mostra um achado muito importante: hiperinsuflação do pulmão direito.
- Com base nesses dados, a história de início súbito dos sintomas respiratórios, a associação com brincar com peças pequenas e a hiperinsuflação unilateral do pulmão direito são muito sugestivos de aspiração de corpo estranho.
- A hiperinsuflação unilateral, como a que vemos no pulmão direito, é um sinal clássico de um corpo estranho agindo como uma válvula unidirecional, permitindo a entrada de ar, mas dificultando sua saída, o que leva ao aprisionamento de ar.
- Diante de uma forte suspeita de aspiração de corpo estranho, a conduta é a remoção, que geralmente é feita por broncoscopia.
- Analisando a alternativa A, que fala em pneumonia de aspiração e antibioticoterapia de amplo espectro, vemos que ela está incorreta. Embora a aspiração possa levar a uma pneumonia, o quadro agudo e a presença de um corpo estranho mecânico não são tratados primariamente com antibióticos, que não removem a obstrução.
- A alternativa B sugere bronquiolite viral aguda, com oxigenoterapia e hidratação. Esta também está incorreta. A bronquiolite geralmente tem um início mais insidioso, é uma doença difusa das pequenas vias aéreas e não explicaria a hiperinsuflação unilateral e o início súbito após o engasgo.
- A alternativa C propõe crise de asma aguda grave, com oxigênio e nebulização com broncodilatador. Essa opção está incorreta porque a asma também causa uma obstrução difusa das vias aéreas, e a história de engasgo com achado de hiperinsuflação unilateral na radiografia aponta para outra etiologia, não para asma.
- Finalmente, a alternativa D, que indica aspiração de corpo estranho com obstrução parcial e a necessidade de broncoscopia rígida para remoção imediata, é a correta. Todos os dados do caso se encaixam perfeitamente nesse diagnóstico e conduta, especialmente a história de engasgo, os sintomas agudos e a hiperinsuflação unilateral, que sugere um corpo estranho com efeito valvular.
- Então, lembre-se: em uma criança com início súbito de sintomas respiratórios, especialmente após brincar com objetos pequenos, e com achados radiológicos unilaterais como a hiperinsuflação, pense sempre em aspiração de corpo estranho.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Foreign bodies inhaledRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.