Lactente chega no pronto-socorro, com febre e irritabilidade. A mãe refere que a urina está mais escura e fétida. Com base nos dados apresentados, assinale a alternativa correta em relação às condutas diagnóstica e terapêutica.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Primeiro, vamos olhar o enunciado. Ele começa falando de um lactente.
- Isso já nos diz que estamos falando de uma criança pequena, geralmente abaixo de dois anos, onde os sintomas de infecção urinária podem ser bem inespecíficos.
- Essa criança apresenta febre e irritabilidade.
- Esses são sintomas bem comuns em lactentes com qualquer tipo de infecção, então não nos dão um diagnóstico fechado, mas indicam que algo não vai bem.
- A mãe também refere que a urina está mais escura e fétida.
- Essa informação é crucial, porque aponta diretamente para o trato urinário, levantando uma forte suspeita de infecção urinária.
- Então, temos um lactente com febre, irritabilidade e alterações na urina. Essa combinação de achados nos faz pensar fortemente em uma infecção do trato urinário.
- É fundamental investigar essa possibilidade rapidamente, pois infecções do trato urinário em lactentes podem ter consequências sérias se não tratadas.
- Vamos analisar as alternativas. A alternativa A diz que a coleta de urina por saco coletor é o padrão ouro para a confirmação diagnóstica.
- Isso está incorreto. O saco coletor tem uma taxa de contaminação muito alta e não é considerado um método confiável para confirmar o diagnóstico de infecção urinária. Ele pode ser usado para triagem, mas um resultado positivo precisa ser confirmado por uma coleta mais fidedigna, como a punção suprapúbica ou a cateterização vesical.
- A alternativa B afirma que devemos aguardar o resultado da urocultura para definir a conduta terapêutica.
- Em um lactente febril com alta suspeita de infecção urinária, não podemos esperar o resultado da urocultura, que leva de 24 a 48 horas. O tratamento empírico deve ser iniciado após a coleta adequada da urina para evitar complicações como a pielonefrite e a sepse.
- A alternativa C sugere que o agente etiológico mais provável é a Klebsiella espécie.
- Isso não está correto. O agente etiológico mais comum em infecções do trato urinário pediátricas é a Escherichia coli, responsável pela maioria dos casos.
- A alternativa E propõe que a droga de escolha para o tratamento empírico é a amoxicilina.
- A amoxicilina isolada não é a droga de escolha para o tratamento empírico de infecção do trato urinário em pediatria devido à alta taxa de resistência bacteriana. Geralmente, opta-se por antibióticos com espectro mais amplo, dependendo da epidemiologia local.
- Por fim, a alternativa D diz que o exame da fita urinária, com positividade para nitrito e estearase leucocitária, sugere o diagnóstico de infecção urinária.
- Essa alternativa está correta. A presença de nitrito, que indica bactérias que convertem nitrato em nitrito, e de estearase leucocitária, que aponta para a presença de leucócitos na urina, são marcadores importantes que aumentam significativamente a probabilidade de uma infecção do trato urinário. Embora a confirmação definitiva seja pela urocultura, esses achados na fita urinária são fortes indicadores para iniciar a investigação e, muitas vezes, o tratamento empírico.
- Então, em uma criança pequena com febre e sintomas urinários, pense sempre em infecção do trato urinário e use a fita urinária como uma ferramenta de triagem rápida e eficaz.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Infecção urinária: diagnóstico, investigação e prevençãoSBP, 2023 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.