Leia o caso a seguir. Recém-nascido, cuja mãe fez tratamento adequado para sífilis durante a gestação, após o nascimento apresenta teste não treponêmico negativo, assintomático ao exame físico. Qual deverá, nesse caso, ser a conduta referente à sífilis congênita?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Primeiro, a gente vê que é um recém-nascido, o que já nos direciona para as condutas específicas e os protocolos que são aplicados para essa faixa etária tão delicada.
- É importante notar que a mãe fez um tratamento adequado para a sífilis durante a gestação, o que é um dado extremamente relevante e que reduz bastante o risco de sífilis congênita grave para o bebê.
- O teste não treponêmico do bebê, que é o VDRL ou RPR, deu negativo após o nascimento. Isso é um bom sinal, mas é crucial lembrar que um resultado negativo inicial não exclui totalmente a sífilis congênita, especialmente em casos de exposição recente.
- E, para completar o quadro, o bebê está completamente assintomático ao exame físico, ou seja, não apresenta nenhum sinal clínico evidente da doença, como lesões de pele ou hepatoesplenomegalia.
- Juntando o tratamento materno adequado, o teste não treponêmico negativo e a ausência de sintomas no recém-nascido, temos um cenário de baixo risco para sífilis congênita ativa, o que nos permite pensar em uma abordagem mais conservadora inicialmente.
- Mesmo com todos esses fatores favoráveis, o recém-nascido foi exposto à sífilis, e por isso, não podemos simplesmente liberar a criança sem nenhuma conduta ou acompanhamento, pois ainda existe um risco residual.
- A chave aqui é que o VDRL neonatal negativo, embora seja um bom indicativo, não elimina a necessidade de seguimento, como o próprio resumo do caso nos lembra de forma muito clara. É um ponto fundamental para a decisão.
- A alternativa A sugere penicilina benzatina intramuscular em dose única. Essa não é a conduta obrigatória ou a primeira escolha quando o tratamento materno foi considerado adequado e o seguimento do recém-nascido está garantido. Não há indicação de tratamento imediato nesse cenário de baixo risco.
- A alternativa B fala em penicilina cristalina endovenosa por dez dias. Esse tratamento é reservado para casos de sífilis congênita confirmada, ou quando há um alto risco de infecção, ou evidências de doença, o que definitivamente não se aplica ao nosso recém-nascido assintomático e com teste negativo.
- A alternativa D propõe realizar exame liquórico. A punção lombar não é universalmente indicada em cenários de menor risco bem documentado, como este que estamos analisando, onde a mãe foi tratada adequadamente e o bebê está assintomático com teste não treponêmico negativo.
- A alternativa C, que é a correta, indica fazer acompanhamento ambulatorial. O seguimento clínico e sorológico é essencial mesmo para o recém-nascido assintomático que foi exposto à sífilis, como o nosso caso. É a conduta mais adequada para monitorar a evolução e intervir se necessário, sem supertratar.
- Então, lembre-se sempre: uma criança recém-nascida, cuja mãe foi adequadamente tratada para sífilis durante a gestação e que não apresenta sintomas ao nascimento, deve sempre ser acompanhada ambulatorialmente de perto.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- PCDT para prevenção da transmissão vertical — sífilis congênitaMinistério da Saúde, 2020 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.