Menina de 11 anos foi trazida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de queda do estado geral, náuseas e dor abdominal, desidratação e hálito cetônico. Exames realizados: glicemia de 410 mg/dL; gasometria venosa de pH 7,15 e bicarbonato de 13 mEq/L; exame de urina indica cetonúria. Além da fluidoterapia, o próximo passo é
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Primeiro, vamos analisar o caso. Temos uma menina de 11 anos, o que já nos direciona para a faixa etária pediátrica e suas particularidades.
- Ela apresenta queda do estado geral, náuseas e dor abdominal, sintomas que são bastante inespecíficos, mas que, juntos, podem indicar uma condição grave.
- Os sinais de desidratação e hálito cetônico são muito importantes, pois já nos dão uma pista forte sobre a natureza metabólica do problema.
- A glicemia de 410 miligramas por decilitro é um valor muito elevado, confirmando a hiperglicemia.
- A gasometria venosa com pH de 7,15 e bicarbonato de 13 miliequivalentes por litro indica uma acidose metabólica significativa.
- E para fechar o quadro, o exame de urina indica cetonúria, o que, junto com a hiperglicemia e a acidose, fecha o diagnóstico de cetoacidose diabética.
- Com todos esses dados, o diagnóstico é claramente de cetoacidose diabética, uma emergência pediátrica que requer manejo cuidadoso.
- A questão nos pergunta qual o próximo passo, além da fluidoterapia, que é a conduta inicial e essencial para a desidratação e para iniciar a correção do choque.
- Vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas. A alternativa B sugere a correção imediata da glicemia.
- Essa é incorreta porque uma queda glicêmica agressiva pode levar a complicações, como o edema cerebral, que é muito perigoso em crianças com cetoacidose.
- A alternativa C propõe a reposição de bicarbonato de sódio.
- Essa conduta não é rotina na cetoacidose diabética pediátrica, pois a correção rápida da acidose também pode precipitar edema cerebral e outras complicações.
- A alternativa D sugere a administração imediata de manitol.
- O manitol é um diurético osmótico usado para tratar edema cerebral, mas não deve ser administrado de forma imediata e rotineira, apenas se houver sinais claros de lesão cerebral.
- Agora, vamos à alternativa A, que é a reposição de potássio.
- Mesmo que o potássio sérico inicial possa estar normal ou até elevado devido à acidose, há um déficit corporal total de potássio na cetoacidose diabética.
- Quando iniciamos a fluidoterapia e, principalmente, a insulinoterapia, o potássio se desloca para dentro das células, podendo causar hipocalemia grave.
- Por isso, a reposição de potássio é crucial e deve ser iniciada assim que a diurese for estabelecida e o potássio sérico for monitorado, geralmente antes ou junto com a insulina.
- Então, em uma criança com cetoacidose diabética, após a fluidoterapia inicial, pense sempre na reposição de potássio para prevenir complicações cardíacas.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Diabetic ketoacidosisRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.