A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda que ocorre tipicamente no diabetes tipo 1. Sobre esta situação assinale a alternativa correta.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- Vamos começar analisando o enunciado para entender o que a questão nos pede.
- O enunciado já nos adianta que é uma complicação aguda, o que nos remete à urgência do quadro.
- E nos lembra que ela ocorre tipicamente em crianças ou adolescentes com diabetes tipo 1.
- Nosso objetivo é assinalar a alternativa correta sobre o manejo da cetoacidose diabética.
- A cetoacidose diabética é uma emergência pediátrica que exige um manejo muito cuidadoso, especialmente de fluidos, eletrólitos e da própria insulina.
- A insulina, que é a base do tratamento, tem um efeito importante no movimento do potássio para dentro das células, o que pode alterar os níveis séricos rapidamente.
- Analisando a alternativa A, que fala sobre o uso de bicarbonato de sódio, vemos que ele tem indicações muito restritas.
- Um pH abaixo de sete, por si só, não torna o bicarbonato obrigatório e seu uso indiscriminado pode trazer mais riscos do que benefícios, como piorar o edema cerebral.
- A alternativa C sugere que a insulina endovenosa pode ser suspensa imediatamente ao iniciar a subcutânea.
- Isso está incorreto, pois a transição exige uma sobreposição adequada para evitar a interrupção do efeito insulínico e uma possível piora do quadro.
- A alternativa D afirma que a gravidade da cetoacidose diabética é baseada na glicemia.
- Na verdade, a gravidade é definida principalmente pelo grau de acidose metabólica, e não pelo valor da glicemia isoladamente.
- A alternativa E propõe tratar o edema cerebral com furosemida e dexametasona.
- O edema cerebral, que é a complicação mais temida, exige tratamento osmótico apropriado, como manitol ou solução salina hipertônica, e não esses medicamentos de rotina.
- Por fim, a alternativa B nos diz que a avaliação dos níveis de potássio sempre deve ser feita antes da insulinização.
- Esta é a alternativa correta, pois a insulina desloca o potássio para dentro da célula, e conhecer o nível sérico inicial é crucial para evitar uma hipocalemia grave e suas complicações, como arritmias cardíacas.
- Então, em um paciente com cetoacidose diabética, pense sempre na importância de monitorar e corrigir os eletrólitos, especialmente o potássio, antes e durante a insulinoterapia.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Diabetic ketoacidosisRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.