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Pediatrando

Menina de 18 meses é levada ao atendimento de urgência. Mãe relata que, há 30 minutos criança estava brincando em casa, sem supervisão, quando a escutou tossir e chorar subitamente. Iniciou sialorreia logo a seguir. Nega febre, sintomas gripais ou vômitos. Na entrada, a criança se encontrava pouco chorosa, mantendo sialorreia, eupneica, com murmúrios vesiculares presentes e simétricos, sem ruídos adventícios. Frequência cardíaca de 120 bpm, saturação de Oxigênio de 97% em ar ambiente, frequência respiratória de 28 ipm. Com relação à investigação, qual a recomendação que aumenta o poder diagnóstico do exame de imagem?

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Resposta: A

  1. A) Fazer duas incidências do tórax, incluindo perfil.

    Duas incidências perpendiculares aumentam a sensibilidade e localizam o objeto: moeda no esôfago aparece como disco no frontal e como linha no perfil, atrás da traqueia; a bateria de botão mostra duplo halo no frontal e degrau no perfil. Com sialorreia, o corpo estranho esofágico precisa ser localizado já e, se for bateria, retirado por endoscopia em até 2 horas.

  2. B) Realizar radiografias de abdome seriadas.

    Radiografias de abdome seriadas acompanham a progressão de um objeto que já passou do esôfago; não servem ao diagnóstico inicial. Com sialorreia, a suspeita é de impactação esofágica, que não se resolve com espera.

  3. C) Aguardar 6 a 8 horas para realizar a radiografia.

    Esperar 6 a 8 horas atrasa o diagnóstico e é perigoso: bateria de botão no esôfago causa lesão grave em cerca de 2 horas, e o objeto pode migrar para a via aérea. A radiografia deve ser feita na chegada.

  4. D) Solicitar radiografia com contraste iodado.

    Contraste oral em criança com sialorreia e possível obstrução esofágica traz risco de aspiração e atrapalha a endoscopia. Com radiografia simples negativa e suspeita mantida, a conduta é endoscopia ou tomografia, não esofagograma.

Resumo para lembrar

Engasgo súbito seguido de sialorreia em criança eupneica e com ausculta normal sugere corpo estranho no esôfago. A radiografia deve ter incidência frontal e perfil, do pescoço ao abdome: o perfil localiza o objeto (esôfago ou via aérea), revela o que se sobrepõe à coluna ou ao coração e mostra o degrau da bateria de botão. Radiografia normal não exclui objeto radiotransparente.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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