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Pediatrando

Menino de 2 anos com histórico de epilepsia é trazido para a sala de emergência. Mãe refere que criança fez uso de um medicamento por via retal por orientação médica (não lembra o nome), pois apresentou movimentos tônicos clônicos com duração aproximada de 6 minutos. Ao exame físico: sonolenta, frequência respiratória = 10 incursões/minuto, respiração superficial, Saturação de oxigênio = 85%. À ausculta pulmonar: murmúrio vesicular diminuído bilateralmente. Qual é a conduta imediata mais apropriada para este paciente?

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Resposta: A

  1. A) Ventilar com bolsa-válvula-máscara.

    O drive respiratório está insuficiente após o diazepam retal: FR de 10 irpm, respiração superficial, murmúrio diminuído e SatO2 de 85%. Ventilar com bolsa-válvula-máscara e oxigênio a 100%, 20 a 30 ventilações por minuto, corrige hipoxemia e hipercapnia enquanto o efeito do benzodiazepínico passa; sem melhora, considerar via aérea avançada.

  2. B) Administrar Naloxone.

    Naloxona reverte opioides, que não foram usados aqui; o medicamento retal prescrito para crise convulsiva em casa é o diazepam. Mesmo na intoxicação por opioide, diante de hipoventilação a prioridade é ventilar antes do antídoto.

  3. C) Administrar flumazenil.

    Flumazenil reverte o benzodiazepínico, mas pode desencadear crises refratárias, sobretudo em quem tem epilepsia e recebeu o medicamento justamente para parar uma crise. Não substitui a ventilação e em geral é evitado nesse cenário.

  4. D) Fornecer oxigênio por máscara não reinalante.

    Máscara não reinalante só oferece oxigênio a quem ventila bem. Com FR de 10 irpm e respiração superficial, a hipoventilação mantém a hipercapnia e a oferta passiva de oxigênio não resolve; é preciso ventilação com pressão positiva.

Resumo para lembrar

Depressão respiratória após diazepam retal: FR de 10 irpm, respiração superficial e SatO2 de 85% indicam hipoventilação. Pela sequência ABC, quem não ventila de forma eficaz precisa de ventilação com bolsa-válvula-máscara e oxigênio a 100% (1 ventilação a cada 2 a 3 segundos); oxigênio passivo não corrige a hipercapnia, e o flumazenil é evitado em quem tem epilepsia.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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