Nas crianças a apendicite aguda tem uma apresentação clínica muito variada e menos de 50% dos casos têm uma apresentação clássica. Na avaliação de uma criança com suspeita de apendicite aguda, analise as afirmativas abaixo. I – A dor abdominal localizada é o achado diagnóstico mais confiável no diagnóstico de apendicite aguda. II – O uso criterioso da analgesia com morfina para aliviar a dor abdominal não altera a precisão diagnóstica. III – Nos casos de apêndice localizado inteiramente na pelve a dor pode ser mínima no exame abdominal.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Primeiro, o enunciado nos lembra que a apendicite aguda em crianças tem uma apresentação clínica muito variada.
- E que menos da metade dos casos se apresenta de forma clássica, o que já nos alerta para a complexidade do diagnóstico.
- A primeira afirmativa diz que a dor abdominal localizada é o achado diagnóstico mais confiável.
- A segunda afirmativa aborda o uso de analgesia, especificamente morfina, afirmando que seu uso criterioso não altera a precisão diagnóstica.
- Por fim, a terceira afirmativa menciona que, em casos de apêndice localizado inteiramente na pelve, a dor pode ser mínima ao exame abdominal.
- Considerando a apresentação atípica da apendicite em crianças, é importante lembrar que nenhum achado isolado, por mais relevante que seja, é absolutamente diagnóstico.
- Sobre a analgesia, a prática atual e as evidências mostram que não devemos negar o alívio da dor por medo de mascarar o diagnóstico, desde que o uso seja criterioso.
- A variação anatômica do apêndice, como a localização pélvica, realmente pode levar a uma apresentação clínica menos óbvia, com dor abdominal menos intensa ou atípica.
- Vamos analisar a alternativa A, que diz que as afirmativas I e II estão corretas, mas a III está incorreta.
- O comentário nos diz que o apêndice pélvico pode, sim, produzir poucos sinais na parede abdominal, tornando a afirmativa III plausível e, portanto, correta. Por isso, a alternativa A está incorreta.
- A alternativa B afirma que as afirmativas I e III estão corretas, e a II está incorreta.
- No entanto, o uso criterioso da analgesia não deve ser negado por receio de impedir o diagnóstico, o que faz a afirmativa II ser correta. Assim, a alternativa B está incorreta.
- A alternativa C propõe que as afirmativas II e III estão corretas, e a I está incorreta.
- A dor localizada é um elemento relevante no diagnóstico, mesmo que não seja um achado absoluto, então a afirmativa I não está incorreta. Portanto, a alternativa C também está incorreta.
- A alternativa E diz que as afirmativas I, II e III estão incorretas.
- Como já vimos, as três proposições são, de fato, corretas, o que torna a alternativa E globalmente falsa.
- Isso nos leva à alternativa D, que afirma que as afirmativas I, II e III estão corretas.
- A localização da dor é um achado importante, a analgesia segura é uma prática recomendada e a variação anatômica do apêndice realmente influencia a apresentação clínica. Todas as afirmativas são pertinentes e corretas.
- Em uma criança com dor abdominal, especialmente se a apresentação for atípica, pense sempre na apendicite e considere a anatomia e o alívio da dor como parte do manejo.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Abdominal pain — acuteRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.