Paciente do sexo feminino, 10 anos de idade, previamente hígida, apresenta dor abdominal que se iniciou em região periumbilical e migrou para a fossa ilíaca direita nas últimas 12 horas. A paciente também relata febre de 38,5 C e vômitos. A mãe informa que a criança tem tido episódios de dor abdominal, que se iniciam da mesma forma, há 3 dias. Com relação ao quadro clínico descrito acima e em relação ao diagnóstico dessa paciente, assinale a alternativa que apresenta a conduta e o diagnóstico CORRETOS.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o caso. Temos uma paciente de dez anos de idade, o que é importante para o diagnóstico diferencial de dor abdominal na pediatria.
- Ela era previamente hígida, ou seja, sem histórico de doenças crônicas, o que nos faz pensar em um quadro agudo.
- O dado mais marcante é a dor abdominal que se iniciou na região periumbilical e migrou para a fossa ilíaca direita. Essa migração é um sinal clássico e muito sugestivo de apendicite.
- A dor evoluiu nas últimas doze horas, o que caracteriza um quadro agudo.
- Além disso, a paciente apresenta febre de 38,5 graus Celsius e vômitos, que são sintomas sistêmicos comuns em processos inflamatórios como a apendicite.
- A mãe relata episódios de dor abdominal semelhantes nos últimos três dias. Embora haja uma recorrência, a migração da dor nas últimas doze horas é o que define a agudização e a suspeita principal.
- Juntando a idade da paciente, que é uma criança em idade escolar, com a característica da dor que migra para a fossa ilíaca direita, a apendicite aguda se torna a principal hipótese.
- A presença de febre e vômitos reforça a ideia de um processo inflamatório agudo, compatível com a apendicite.
- Mesmo com a história de episódios anteriores de dor, a migração recente e os sintomas sistêmicos apontam para uma apendicite aguda em evolução.
- Agora, vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas.
- A alternativa B sugere adenite mesentérica e tratamento sintomático. No entanto, a adenite pode mimetizar a apendicite, mas não deve ser a principal hipótese quando há sinais de irritação peritoneal, como a dor migratória que observamos no caso.
- A alternativa C fala em intussuscepção intestinal. Embora a invaginação possa causar dor episódica, o que é mencionado na história de três dias, a dor migratória para a fossa ilíaca direita é um sinal muito mais específico de apendicite neste contexto.
- A alternativa D propõe gastroenterite viral. Sinais localizados ou peritoneais, como a dor que migra para a fossa ilíaca direita, não devem ser atribuídos a uma gastroenterite simples, que geralmente causa dor difusa e sem migração específica.
- Por fim, a alternativa A, que é a correta, indica apendicite aguda e cirurgia imediata. O quadro clínico descrito, com dor abdominal migratória, febre e vômitos, é totalmente compatível com apendicite aguda, que exige avaliação cirúrgica urgente para confirmação e tratamento.
- Então, recapitulando: em uma criança de idade escolar com dor abdominal que se iniciou periumbilical e migrou para a fossa ilíaca direita, pense sempre em apendicite aguda.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Abdominal pain — acuteRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.