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Pediatrando
Em revisão

Gabarito desatualizado: desde a Nota Informativa 5/2024 do MS a TB pulmonar não grave em crianças pode ser tratada em 4 meses, e o esquema básico abaixo de 10 anos é RHZ sem etambutol, o que torna a alternativa dos quatro fármacos a incorreta. Esta questão está disponível para estudo, sem entrar na taxa de acertos.

O tratamento da tuberculose pulmonar em crianças apresenta particularidades em relação ao tratamento em adultos. Considerando as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, qual das seguintes afirmações sobre o tratamento da tuberculose pulmonar em crianças está INCORRETA?

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Resposta: D

  1. A) O esquema básico de tratamento para crianças com tuberculose pulmonar sensível aos fármacos é composto por quatro medicamentos: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.

    Para menores de 10 anos o esquema básico é de três fármacos (RHZ) em comprimidos dispersíveis, sem etambutol, pelo risco de neurite óptica não monitorável; quatro fármacos valem para maiores de 10 anos. Pelas diretrizes do MS, esta afirmação é a incorreta.

  2. B) A rifampicina, um dos medicamentos do esquema básico, pode causar coloração alaranjada da urina, suor e lágrimas, o que deve ser informado aos pais ou responsáveis pela criança.

    A rifampicina tinge urina, suor, lágrimas e lentes de contato de laranja; é efeito benigno e os cuidadores devem ser avisados para não abandonar o tratamento.

  3. C) A isoniazida, outro medicamento do esquema básico, pode causar neuropatia periférica como efeito adverso, sendo necessária a suplementação com piridoxina (vitamina B6) para prevenir essa complicação.

    A neuropatia por isoniazida é rara em crianças e a piridoxina (5 a 10 mg/dia) é reservada a situações de risco (desnutrição, HIV, lactentes amamentados, diabetes), não rotina; a redação exagera, mas o mecanismo está correto.

  4. D) A duração do tratamento da tuberculose pulmonar em crianças é geralmente mais curta do que em adultos, variando de 4 a 6 meses, dependendo da forma clínica da doença.

    Hoje esta afirmação é verdadeira: a Nota Informativa 5/2024 do MS, baseada no estudo SHINE e na OMS 2022, encurtou para 4 meses o tratamento da TB pulmonar não grave (sem cavidade nem padrão miliar) em crianças e adolescentes; formas graves seguem com 6 meses.

  5. E) Em caso de tuberculose pulmonar resistente aos fármacos, o tratamento é mais complexo e prolongado, podendo envolver a combinação de diferentes medicamentos e a hospitalização da criança.

    TB drogarresistente exige esquemas individualizados, mais longos, com fármacos de segunda linha e acompanhamento em referência terciária, podendo haver internação inicial.

Resumo para lembrar

Crianças menores de 10 anos tratam TB sensível com RHZ na fase intensiva e RH na manutenção, em comprimidos dispersíveis, sem etambutol, que entra a partir dos 10 anos. Desde a Nota Informativa 5/2024 o MS adota o esquema encurtado de 4 meses (2RHZ/2RH) para TB pulmonar não grave em maiores de 3 meses.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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