Menino, 8 anos de idade, é filho de mãe diagnosticada com tuberculose bacilífera há 2 semanas. Tem vacinação completa para a idade, fez BCG id com 15 dias de vida. Foi diagnosticado com pneumonia aos 2 e aos 4 anos de idade, medicado ambulatorialmente. Realizou radiografia de tórax, sem alterações e teste tuberculínico, lido com 72 horas, 12 mm. A conduta indicada para essa criança é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Primeiro, temos um menino de oito anos de idade, o que já nos situa na faixa etária escolar.
- Ele é filho de uma mãe com tuberculose bacilífera, diagnosticada há apenas duas semanas, o que o torna um contato recente e de alto risco.
- A vacinação completa para a idade e o BCG feito aos quinze dias de vida são informações importantes, especialmente o BCG para a interpretação do teste tuberculínico.
- Ele teve pneumonias aos dois e quatro anos, tratadas em casa, o que nos mostra um histórico de infecções respiratórias, mas não parece ser algo grave ou crônico.
- A radiografia de tórax sem alterações é um dado fundamental, pois afasta a tuberculose pulmonar ativa.
- E o teste tuberculínico, lido em setenta e duas horas, com doze milímetros, é um resultado positivo, indicando infecção pelo Mycobacterium tuberculosis.
- Então, temos um contato de tuberculose bacilífera, com teste tuberculínico reator e sem sinais de doença ativa na radiografia.
- Isso nos leva ao diagnóstico de infecção latente por tuberculose, que precisa ser tratada para prevenir a doença ativa.
- O tratamento da infecção latente em crianças como essa é crucial, e os esquemas variam conforme a idade e o protocolo.
- A alternativa B propõe isoniazida vinte miligramas por quilo por três meses, mas essa duração não corresponde ao esquema de isoniazida isolada para infecção latente.
- Já a alternativa C sugere rifampicina vinte miligramas por quilo por seis meses, mas o esquema de rifampicina isolada costuma ser mais curto, então seis meses não é a duração usual.
- A alternativa D fala em rifampicina vinte miligramas por quilo por três meses, mas o esquema de rifampicina isolada é de quatro meses, não três.
- E a alternativa E mistura isoniazida dez miligramas por quilo e rifampicina dez miligramas por quilo, cento e oitenta doses em seis a nove meses, mas essa combinação de doses e duração não corresponde a um esquema combinado curto recomendado.
- A alternativa A, com isoniazida dez miligramas por quilo, duzentos e setenta doses em nove a doze meses, corresponde ao esquema prolongado com isoniazida, que é uma das opções para o tratamento da infecção latente em crianças, após excluirmos a doença ativa.
- Então, criança de oito anos, com contato de tuberculose bacilífera, teste tuberculínico reator e radiografia de tórax normal, pense sempre em tratar a infecção latente com um esquema adequado, como a isoniazida por nove a doze meses.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Manual de recomendações para o controle da tuberculose no BrasilMinistério da Saúde, 2019 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.