Recém nascido apresenta no terceiro dia de vida quadro de conjuntivite, com secreção purulenta espessa e abundante bilateralmente e com sinais de quemose de pálpebras. Baseado no agente etiológico mais provável, qual seria a melhor conduta para o caso?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso. O enunciado nos apresenta um recém-nascido, o que já nos direciona para um grupo específico de doenças e tratamentos.
- Ele está no terceiro dia de vida. Esse tempo de evolução é um dado crucial, pois nos ajuda a pensar em agentes etiológicos que se manifestam precocemente.
- O quadro é de conjuntivite com secreção purulenta espessa e abundante bilateralmente. Essa descrição é bem característica de uma infecção bacteriana grave.
- Além disso, há sinais de quemose de pálpebras, o que indica uma inflamação intensa e edema da conjuntiva, reforçando a gravidade do quadro.
- Juntando todos esses dados — recém-nascido, no terceiro dia de vida, com conjuntivite purulenta espessa e abundante bilateralmente e quemose palpebral —, a hipótese mais provável é a oftalmia gonocócica neonatal.
- A oftalmia gonocócica é uma emergência pediátrica que exige tratamento sistêmico, e não apenas local, devido ao alto risco de disseminação da infecção e complicações graves, como cegueira.
- Analisando a alternativa A, o colírio de tobramicina, embora seja um antibiótico, não é suficiente para tratar a oftalmia gonocócica. O gonococo neonatal exige tratamento sistêmico, como já discutimos.
- A alternativa B sugere azitromicina por via oral. A azitromicina é usada para tratar conjuntivite por clamídia, que geralmente tem um início mais tardio, entre cinco e quatorze dias de vida, e não se encaixa no quadro clínico de terceiro dia com secreção purulenta tão intensa.
- Na alternativa D, a associação de colírio de eritromicina com penicilina cristalina não constitui o esquema empírico preferido atualmente para oftalmia gonocócica. A penicilina não é uma alternativa empírica confiável para gonococo devido à resistência.
- A alternativa E propõe a irrigação ocular com solução de soro fisiológico a cada duas horas. Embora a irrigação seja uma medida adjuvante importante para remover a secreção, ela não substitui a necessidade de um antibiótico sistêmico para combater a infecção gonocócica.
- Por fim, a alternativa C, antibioticoterapia sistêmica com penicilina ou ceftriaxona, é a conduta correta. A oftalmia gonocócica exige tratamento sistêmico. Embora a penicilina não seja a primeira escolha empírica devido à resistência, a ceftriaxona é uma opção válida, especialmente considerando as contraindicações neonatais para algumas drogas. O resumo confirma que a ceftriaxona é uma opção para o tratamento.
- Então, para um recém-nascido com conjuntivite purulenta precoce e grave, pense sempre em oftalmia gonocócica e na necessidade de tratamento sistêmico.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Gonococcal infections among neonatesCDC, 2021 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.