Uma criança de 4 anos é trazida à emergência com febre baixa há 2 dias, coriza hialina, tosse seca e congestão nasal. No exame físico, encontra-se em bom estado geral, afebril no momento, sem exsudato, sem linfonodomegalias importantes. A mãe está preocupada porque aconteceram 3 episódios semelhantes este ano. Diante do quadro clínico, qual a conduta mais adequada?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Primeiro, temos uma criança de quatro anos.
- Ela apresenta febre baixa há dois dias, coriza hialina, tosse seca e congestão nasal.
- No exame físico, ela está em bom estado geral, afebril no momento, sem exsudato e sem linfonodomegalias importantes.
- A mãe relata que aconteceram três episódios semelhantes este ano.
- Juntando a idade da criança, os sintomas típicos de vias aéreas superiores e a ausência de sinais de gravidade, o quadro é bem característico de uma infecção viral comum, como um resfriado.
- Mesmo com a recorrência de três episódios, o bom estado geral e a leveza dos sintomas nos mostram que não há sinais de alarme para algo mais grave, como uma imunodeficiência.
- Portanto, a conduta deve ser direcionada ao tratamento sintomático e à observação, sem intervenções desnecessárias.
- A alternativa A sugere solicitar hemograma e iniciar antibiótico, amoxicilina.
- Isso está incorreto porque uma infecção respiratória viral típica não exige antibiótico ou hemograma de rotina, já que não temos indícios de infecção bacteriana.
- A alternativa B propõe solicitar cultura de orofaringe para afastar faringite estreptocócica.
- Essa conduta é inadequada porque a cultura estreptocócica é dirigida a uma suspeita clínica de faringite bacteriana, o que não é o caso aqui, já que a criança não tem exsudato ou linfonodomegalias importantes, e o quadro é claramente viral.
- A alternativa D sugere internação hospitalar para investigação de imunodeficiência.
- Isso está incorreto porque três episódios leves isolados, como os descritos, não demonstram uma imunodeficiência que exija internação ou investigação aprofundada neste momento.
- Por fim, a alternativa C indica orientações aos pais, tratamento sintomático e observação.
- Esta é a conduta mais adequada, pois a orientação, o conforto e a observação são suficientes para um quadro viral sem sinais de gravidade, como o que vimos na criança.
- Então, para uma criança de quatro anos, com sintomas de resfriado comum e sem sinais de gravidade, pense sempre em tratamento sintomático e orientação aos pais.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Manage common coldCDC, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.