Uma criança de 9 meses apresenta perímetro cefálico no p97, mas desde o nascimento acompanha esse canal de crescimento sem desvio. Tem fontanela anterior aberta e desenvolvimento neurológico normal. Nesse momento, a melhor conduta é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o caso clínico. Primeiro, temos uma criança de nove meses. A idade é sempre importante para contextualizar o desenvolvimento e os parâmetros de normalidade.
- O enunciado nos diz que o perímetro cefálico está no percentil noventa e sete. Isso indica uma cabeça grande, acima da média, mas precisamos de mais informações antes de nos preocuparmos.
- O dado mais crucial aqui é que, desde o nascimento, o perímetro cefálico acompanha esse mesmo canal de crescimento sem desvio. Isso significa que a cabeça sempre foi grande, mas está crescendo de forma proporcional e não acelerada.
- A fontanela anterior está aberta, o que é esperado para a idade de nove meses e não indica nenhuma anormalidade específica neste contexto.
- E, por fim, o desenvolvimento neurológico é normal. Este é outro ponto fundamental que nos tranquiliza, pois afasta muitas causas patológicas de macrocefalia.
- Juntando o perímetro cefálico alto, mas com uma curva de crescimento estável desde o nascimento, e um desenvolvimento neurológico completamente normal, temos um quadro que sugere fortemente uma macrocefalia benigna ou familiar.
- A ausência de sinais de alarme, como crescimento acelerado do perímetro cefálico, sinais de hipertensão intracraniana ou atraso no desenvolvimento, é o que nos guia na conduta.
- A alternativa A sugere solicitar ressonância nuclear magnética. Esta não é a melhor conduta porque a ressonância depende de sinais de alarme, como um crescimento acelerado do perímetro cefálico ou um exame neurológico alterado, o que não temos aqui.
- A alternativa B propõe encaminhar para avaliação neuropediátrica. O encaminhamento não é obrigatório apenas por acompanhar um percentil alto, desde que a curva seja estável e o desenvolvimento normal, como é o nosso caso.
- A alternativa C fala em solicitar ultrassonografia de crânio. Embora seja um exame menos invasivo, o ultrassom pode ser considerado em caso de dúvida, mas não é imposto pelo percentil isolado ou por uma curva estável sem outros achados.
- A alternativa D sugere solicitar tomografia computadorizada de crânio. A tomografia acrescenta radiação sem uma indicação rotineira nesse cenário estável e sem sinais de alarme, então não é a conduta adequada.
- A alternativa E, considerar variante normal e manter seguimento, é a conduta correta. A trajetória estável do perímetro cefálico e o desenvolvimento neurológico normal permitem que consideremos essa macrocefalia como uma variante da normalidade, muitas vezes de origem familiar, e apenas mantenhamos o seguimento clínico.
- Para revisar rapidamente, em uma criança de nove meses com perímetro cefálico alto, mas com curva estável e desenvolvimento neurológico normal, pense sempre em macrocefalia benigna ou familiar.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Caderneta da Criança — acesso às edições atuaisMinistério da Saúde, versão vigente no portal · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.