Uma criança de cinco anos de idade apresenta velocidade de crescimento de 3 cm/ano. O exame físico mostra face infantilizada e acúmulo de gordura abdominal. Altura do pai 1,72 m e mãe 1,59 m. Qual é o próximo passo no acompanhamento?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Primeiro, a criança tem cinco anos de idade, o que é um dado importante para sabermos qual a velocidade de crescimento esperada para essa fase.
- Em seguida, o enunciado nos diz que ela apresenta uma velocidade de crescimento de três centímetros por ano. Para uma criança de cinco anos, isso é bem abaixo do esperado, que seria entre cinco e sete centímetros por ano, indicando um crescimento patológico.
- O exame físico revela uma face infantilizada, que é um sinal clínico que pode nos direcionar para uma possível deficiência de hormônio do crescimento.
- Além disso, a criança tem acúmulo de gordura abdominal, outro achado no exame físico que também pode estar associado à deficiência de hormônio do crescimento.
- Por fim, temos a altura do pai de um metro e setenta e dois centímetros e da mãe de um metro e cinquenta e nove centímetros. Essas alturas nos ajudam a calcular a estatura-alvo da criança e a diferenciar de uma baixa estatura familiar pura.
- Juntando os dados, temos uma criança de cinco anos crescendo apenas três centímetros por ano, o que é uma velocidade de crescimento patológica para a idade.
- Os achados de face infantilizada e acúmulo de gordura abdominal, somados à baixa velocidade de crescimento, são sinais clínicos que nos fazem suspeitar fortemente de deficiência de hormônio do crescimento.
- A altura dos pais, que não é de baixa estatura, e a velocidade de crescimento patológica afastam a possibilidade de ser apenas uma baixa estatura familiar, onde o crescimento seria normal para a curva familiar.
- Portanto, diante de todos esses indícios, o próximo passo é investigar a causa dessa baixa estatura, com forte suspeita de deficiência de hormônio do crescimento.
- Analisando as alternativas, a letra A propõe iniciar tratamento com hormônio do crescimento. Isso está incorreto, pois não podemos iniciar o tratamento sem antes confirmar o diagnóstico com exames específicos.
- A alternativa B sugere acompanhar por um ano sem exames complementares. Essa conduta é inadequada, pois a velocidade de crescimento de três centímetros por ano já é patológica e esperar mais um ano atrasaria o diagnóstico e o tratamento, prejudicando o potencial de altura da criança.
- A alternativa D propõe diagnosticar como baixa estatura familiar e tranquilizar os pais. Isso está incorreto porque, como já vimos, a baixa estatura familiar cursa com velocidade de crescimento normal, o que não é o caso aqui, onde a velocidade é de apenas três centímetros por ano.
- Finalmente, a alternativa C, que é a correta, indica solicitar idade óssea, IGF-1 e teste de estímulo para GH. Essa é a sequência de investigação adequada para confirmar ou afastar a deficiência de hormônio do crescimento, que é a principal suspeita clínica.
- Para revisar rapidamente, uma criança de cinco anos com velocidade de crescimento de três centímetros por ano e sinais como face infantilizada e gordura abdominal, pense sempre em deficiência de hormônio do crescimento e na necessidade de investigação.
- Nos vemos na próxima questão.
Pediatrando o tema
3 cm por ano aos 5: investigar GH — uma pediatra ensina o tema da questão na lousa, escrevendo enquanto fala.em validação
Baseado em: Crescimento e avaliação da estatura — Departamento de Endocrinologia (SBP, 2017) · Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas — deficiência de hormônio do crescimento (eixo GH-IGF) (Ministério da Saúde / Conitec, vigente) · Growth hormone deficiency in children: Diagnosis (UpToDate (literatura internacional), 2025–2026). Conteúdo em validação — não é comentário oficial da SBP.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Crescimento e avaliação da estaturaSBP, 2017 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
Comentário atualizado em