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Pediatrando

Uma das maiores preocupações com relação à terapia nutricional em pacientes críticos e que ficaram em jejum por motivos diversos é a síndrome de realimentação (SR).Em relação a SR, é correto afirmar que:

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Resposta: C

  1. A) Os pacientes mais susceptíveis são aqueles que apresentam insuficiência renal ou hepática.

    O risco depende do estado nutricional e do jejum: desnutrição grave, perda de peso importante, anorexia nervosa, ingestão mínima por 5 a 7 dias ou mais e eletrólitos baixos antes de começar. Insuficiência renal ou hepática não é o principal fator; a renal, aliás, tende a reter fósforo e potássio.

  2. B) Segundo a literatura médica, a maior incidência decorrente da realimentação por via parenteral, seguida da via enteral e é rara com dietas orais.

    A síndrome ocorre por qualquer via, inclusive a oral, como na realimentação da anorexia nervosa; o que importa é a carga calórica, sobretudo de carboidrato, e o grau de depleção. Não há hierarquia de incidência bem estabelecida entre parenteral, enteral e oral.

  3. C) Além da correção eletrolítica, para a reintrodução e adequação dietética, a oferta calórica deve ser restringida inicialmente em até 50%.

    Com eletrólitos corrigidos e tiamina, a oferta inicial deve ser reduzida (em pediatria, 40 a 50% da meta, ou taxa de infusão de glicose de 4 a 6 mg/kg/min), avançando de forma gradual até a meta em 3 a 5 dias com monitorização de fósforo, potássio e magnésio.

  4. D) Alterações eletrolíticas como hiperfosfatemia, hipomagnesemia, hipercalemia e, hipercalcemia são os achados mais comuns e associados à fatalidade desta síndrome.

    As alterações são o oposto: hipofosfatemia (a mais característica, ligada a insuficiência respiratória, arritmias e morte), hipocalemia e hipomagnesemia, pelo deslocamento intracelular induzido pela insulina. Só a hipomagnesemia está correta na alternativa.

Resumo para lembrar

Na síndrome de realimentação, a insulina liberada pela oferta calórica leva fósforo, potássio e magnésio para dentro das células: hipofosfatemia (marcador), hipocalemia, hipomagnesemia, falta de tiamina e retenção hídrica. Em pediatria (ASPEN), começa-se com 40 a 50% da meta, avança-se em 3 a 5 dias, dá-se tiamina e dosam-se os eletrólitos a cada 12 horas nos 3 primeiros dias.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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