Uma menina com 7 anos apresenta pubarca, com características de estágio 3 pela classificação de Tanner, além de leve odor em axilas, sem qualquer outro sinal de puberdade. Os pais procuram endocrinologista e, após exames, conclui-se que se trata de adrenarca prematura. Sobre esta manifestação:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Temos uma menina de 7 anos de idade, o que é um dado fundamental para avaliar o desenvolvimento puberal.
- Ela apresenta pubarca, que é o aparecimento de pelos pubianos, e é classificada como estágio 3 pela escala de Tanner. Isso indica uma maturação sexual que é precoce para a idade.
- Além disso, a menina tem um leve odor nas axilas, que é outro sinal de ativação da glândula adrenal, produzindo andrógenos.
- Um ponto crucial é que não há nenhum outro sinal de puberdade, como o desenvolvimento das mamas (telarca). Isso nos ajuda a diferenciar a condição.
- E, por fim, o enunciado já nos dá o diagnóstico: adrenarca prematura. Isso significa que a ativação da glândula adrenal aconteceu antes do tempo esperado, mas de forma isolada.
- Com esses dados, entendemos que a menina de 7 anos com pubarca e odor axilar, mas sem outros sinais puberais, se encaixa no quadro de adrenarca prematura isolada. A idade de 7 anos é antes do esperado para o início da adrenarca, que geralmente ocorre a partir dos 8 anos em meninas.
- Agora, vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas. A alternativa A afirma que a adrenarca é consequência de um tumor hipofisário. Isso está errado, pois a adrenarca é a ativação da glândula adrenal, e não da hipófise.
- A alternativa B diz que a adrenarca prematura está dentro do esperado para a idade e que revela progressão rápida para a puberdade precoce. Isso também está incorreto. Sete anos não é o esperado para o início da pubarca, e a adrenarca prematura isolada não significa necessariamente que haverá uma progressão rápida para a puberdade precoce central.
- A alternativa D sugere que a adrenarca prematura se acompanha de desaceleração do crescimento e baixa estatura final, com menarca antes dos 9 anos. Isso não é verdade. A adrenarca prematura isolada geralmente não causa desaceleração do crescimento ou baixa estatura, e a menarca precoce não é uma consequência inevitável.
- A alternativa E afirma que a adrenarca prematura se deve à hiperplasia de suprarrenal e que tem indicação de terapia com corticosteroides. Embora a hiperplasia adrenal congênita seja um diagnóstico diferencial que precisa ser excluído, a adrenarca prematura isolada, como no caso, não é causada por hiperplasia adrenal e não é tratada com corticosteroides.
- Finalmente, a alternativa C é a correta. Ela diz que a adrenarca prematura é considerada benigna, mas que estudos observam um maior risco de síndrome dos ovários policísticos. De fato, a adrenarca prematura é geralmente benigna, mas há uma associação conhecida com um risco aumentado de desenvolver síndrome dos ovários policísticos e outras alterações metabólicas na vida adulta, o que justifica o acompanhamento.
- Então, lembre-se: uma criança com adrenarca prematura, ou seja, com pubarca isolada antes dos 8 anos, deve ser acompanhada devido ao risco de síndrome dos ovários policísticos e outras alterações metabólicas futuras.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- PCDT — Puberdade precoce centralMinistério da Saúde / acervo SBP, 2022 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.