Uma lactente com 6 meses de idade, com histórico de tratamento para sífilis logo ao nascimento, em acompanhamento ambulatorial, apresenta títulos mantidos de teste não treponêmico, realizados no mesmo laboratório. Criança sem sinais clínicos e evoluindo bem. Nesse caso, a conduta deve ser:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o caso dessa lactente. Primeiro, a idade é um dado importante.
- Ela já teve um tratamento para sífilis, o que nos diz que não é um caso de sífilis congênita primária.
- O ponto crucial aqui é que os títulos do teste não treponêmico estão mantidos, ou seja, não caíram como esperado após o tratamento.
- Apesar da sorologia preocupante, a criança está bem clinicamente, sem sinais evidentes de doença.
- A persistência inadequada dos títulos de teste não treponêmico, mesmo em uma criança assintomática que já foi tratada, é um sinal de alerta que exige uma reavaliação completa.
- Essa reavaliação deve incluir a investigação de neurossífilis, mesmo na ausência de sintomas, pois ela pode ser assintomática e requer um tratamento específico.
- A alternativa A está incorreta porque o teste treponêmico pode refletir anticorpos maternos e não é útil para monitorar a resposta ao tratamento. Além disso, a persistência dos títulos já indica a necessidade de avaliação liquórica, não apenas se outros exames estiverem alterados.
- A alternativa B está incorreta. O acompanhamento da sífilis congênita é feito com títulos não treponêmicos, e a queda esperada deveria ter acontecido antes dos seis meses. A ausência dessa queda exige uma reavaliação, não apenas repetir o teste.
- A alternativa C também está incorreta. Novamente, o teste treponêmico não serve para monitoramento. E o mais importante, não se pode dispensar a avaliação liquórica em caso de suspeita de neurossífilis, mesmo que o tratamento seja efetivo para meningite, pois a coleta de líquor é fundamental para o diagnóstico e direcionamento terapêutico.
- A alternativa E está incorreta. Uma dose isolada de penicilina benzatina não é suficiente para o retratamento de uma possível falha terapêutica ou neurossífilis. O teste treponêmico também não é indicado para o acompanhamento.
- A alternativa D é a correta. Diante da persistência dos títulos, é fundamental realizar a avaliação do líquor, incluindo o VDRL e o quimiocitológico, para investigar neurossífilis. Se houver alteração ou se a suspeita clínica for alta, o retratamento com penicilina parenteral por 10 dias é o protocolo adequado para garantir a erradicação da infecção, especialmente no sistema nervoso central.
- Então, criança de seis meses, com sífilis congênita tratada e títulos não treponêmicos mantidos, mesmo sem sintomas, sempre pense em reavaliar a possibilidade de falha terapêutica ou neurossífilis, incluindo a análise do líquor.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- PCDT para prevenção da transmissão vertical — sífilis congênitaMinistério da Saúde, 2020 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.