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Cólica do lactente: Roma IV e o que tem evidência

Diagnóstico clínico, conduta centrada no apoio à família e o que os estudos mostram, e não mostram, sobre dieta, probióticos e remédios, com as diferenças entre SBP e UpToDate.

Equipe editorial Pediatrando Atualizado em 12 min de leitura
SBPUpToDateLexidrugMinistério da Saúde

Pontos-chave

  • Roma IV (uso clínico): lactente com menos de 5 meses no início e no fim dos sintomas, com períodos recorrentes e prolongados de choro ou irritabilidade sem causa aparente, que os cuidadores não conseguem prevenir nem resolver, com ganho de peso normal e sem febre ou outra doença. O limiar de 3 h/dia fica para a pesquisa.1,2
  • Diagnóstico clínico, sem exames na ausência de sinais de alarme; menos de 5% dos lactentes com choro inconsolável têm causa orgânica.1
  • Conduta: tranquilizar e apoiar os pais, manter o aleitamento e evitar medicamentos e trocas de fórmula. Antiflatulentos, como a simeticona, não têm eficácia comprovada.1,3,4
  • Choro excessivo é fator de risco para trauma craniano abusivo: pergunte o que os pais fazem quando o bebê chora e oriente a pausa segura.1,5
Neste artigo
  1. Definição e critérios diagnósticos
  2. Causas propostas
  3. Avaliação: sinais de alarme e diagnóstico diferencial
  4. Conduta: o apoio à família é o tratamento
  5. Dieta, fórmulas e suspeita de APLV
  6. Probióticos, simeticona e outras intervenções
  7. Choro, depressão materna e trauma craniano abusivo
  8. Quando investigar, internar ou encaminhar
  9. Pegadinhas de prova
  10. Perguntas frequentes
  11. Referências

1Definição e critérios diagnósticos

A cólica do lactente é um distúrbio gastrointestinal funcional: o intestino funciona normalmente, e os sintomas refletem a imaturidade da adaptação digestiva e neurológica. Os princípios da "regra dos 3" de Wessel, da década de 1950, foram mantidos, mas o Roma IV (2016) separou dois cenários, a prática clínica e a pesquisa.1,2,6

CenárioCritérios
Roma IV, prática clínica (todos)Idade < 5 meses no início e no término dos sintomas · períodos prolongados e recorrentes de choro, desconforto ou irritabilidade, sem causa evidente, que os cuidadores não conseguem prevenir nem resolver · ganho de peso normal, sem febre ou outra doença
Roma IV, pesquisa (acrescentar)Relato de choro ou irritabilidade por > 3 h/dia em ≥ 3 dias nos últimos 7 dias · registro prospectivo (diário) de pelo menos 24 h
Wessel (1954), histórico≥ 3 h/dia, ≥ 3 dias/semana, por ≥ 3 semanas, em lactente saudável e bem alimentado

Tabela 4 do guia da SBP de 2022, que reproduz Benninga et al., 2016; critério de Wessel conforme o UpToDate.1,2,5

Choro normal. Todo lactente chora mais nos três primeiros meses. Em metanálise de 28 estudos com diário (8.690 lactentes), a média foi de 117 a 133 min/dia nas primeiras 6 semanas e de 68 min/dia com 10 a 12 semanas; o percentil 95 ficou entre 225 e 250 min/dia nas primeiras 6 semanas.5

O que distingue a cólica do choro habitual: paroxismos com início e fim claros, sem relação com o que o bebê fazia, concentrados no fim da tarde e à noite; choro mais alto, agudo e disfônico; sinais de hipertonia (rubor facial, palidez perioral, abdome tenso, flexão das coxas, punhos cerrados, arqueamento do tronco); e dificuldade de consolo, às vezes com alívio após flatos ou evacuação.5

Epidemiologia e evolução. A SBP estima prevalência de até 20%.1 Com a definição de ≥ 3 h/dia em ≥ 3 dias numa semana, a metanálise encontrou 17 a 25% abaixo de 6 semanas, 11% com 8 a 9 semanas e 0,6% com 10 a 12 semanas, sem diferença entre sexos nem entre amamentados e alimentados com fórmula.5 O pico é por volta de 6 a 8 semanas, com melhora até os 3 ou 4 meses.6

As fontes divergem: Roma IV, UpToDate e Roma V

A SBP adota o Roma IV, sem duração mínima de choro na prática clínica e com limite de 5 meses.1 O UpToDate usa, para fins clínicos, uma definição ampla: choro sem causa aparente por ≥ 3 h/dia em ≥ 3 dias/semana, em lactente saudável com menos de 3 meses.5 O Roma V (2026) substituiu "infantile colic" por "infant distress syndrome" (ainda sem tradução oficial em português).7 Segundo o UpToDate, o critério clínico do Roma V exige início antes dos 5 meses, e o de pesquisa passou a usar > 3 h/dia até 6 semanas de vida e > 2,5 h/dia depois, em ≥ 3 dias/semana, ou impacto grave relatado pelo cuidador.5

2Causas propostas

A etiologia é desconhecida e provavelmente multifatorial. A SBP destaca a instalação da microbiota intestinal, dentro de um contexto biopsicossocial, e uma hipótese de neurodesenvolvimento: lactentes com cólica regulam pior o próprio choro e respondem menos ao efeito calmante da sacarose, o que sugere alteração transitória do sistema opioide endógeno e do controle inibitório cortical por volta dos 2 meses.1

Outros fatores associados: técnica alimentar inadequada, tabagismo materno na gestação ou no pós-parto (9,4% contra 7,3%; OR ajustado 1,3), ansiedade e depressão parentais. O papel da intolerância à lactose não está estabelecido: os ensaios com lactase são conflitantes.5

3Avaliação: sinais de alarme e diagnóstico diferencial

História e exame físico detalhados bastam na grande maioria dos casos e, por si sós, tranquilizam a família; exames laboratoriais e de imagem ficam para quem tem sinais de alarme. Se possível, marque a consulta no horário do choro, para observar o bebê e as técnicas de consolo dos pais.1,5

AchadoPensar em
Perda de peso ou ganho ponderal insuficienteIngestão inadequada, má absorção, doença orgânica; afasta o diagnóstico de cólica
Febre, letargia, fontanela abaulada, alteração de tônusInfecção grave (sepse, meningite), doença neurológica
Vômitos biliosos ou em jatoObstrução: estenose hipertrófica de piloro, volvo
Sangue nas fezesProctocolite alérgica (leite de vaca ou soja), fissura anal, invaginação intestinal
Abdome tenso, doloroso ou sem ruídosAbdome agudo: invaginação, volvo
Equimoses, petéquias, dor à mobilização, hemorragia retinianaTrauma, inclusive abusivo; artrite séptica, osteomielite
Taquicardia, taquipneia, má perfusãoInsuficiência cardíaca, taquicardia supraventricular
Exame físico completoTorniquete de cabelo, hérnia inguinal, torção testicular, otite média, candidíase oral, abrasão de córnea, glaucoma infantil, anquiloglossia

Sinais de alarme do fluxograma da SBP (Figura 3, adaptada de Vandenplas) e diagnósticos diferenciais do UpToDate.1,5

História dirigida. Pergunte quando o choro ocorre (logo após a mamada sugere aerofagia ou refluxo), quanto dura, o que e como o bebê come, o que os pais fazem quando o bebê chora (a resposta pode revelar que sacodem o bebê) e como eles se sentem: inadequação, culpa ou medo de machucar o filho.5

Disquesia não é cólica. Pelo Roma IV, disquesia é esforço ou choro por pelo menos 10 minutos antes de evacuar, com ou sem sucesso, antes dos 9 meses e sem outros problemas de saúde. Ocorre em cerca de 4% dos lactentes, dura 10 a 20 minutos e não exige tratamento, supositório nem laxante.1

4Conduta: o apoio à família é o tratamento

O tratamento se baseia na tranquilização dos pais, e o choro frequente é justamente o que torna essa conduta difícil. A meta é ajudar a família a responder ao choro e proteger a relação entre o bebê e quem cuida dele.1,4

  • Explicar que a cólica é comum, benigna e autolimitada, que o bebê não está doente e que ninguém a causou.4
  • Reconhecer o esforço dos pais e validar cansaço, frustração e raiva como reações normais.4
  • Técnicas de consolo (colo, embalar, passeio, banho morno, massagem abdominal, enrolar com espaço para flexão do quadril, ruído branco em volume baixo e à distância): testar cada uma por alguns minutos e manter as que funcionam. A evidência é limitada, mas são baratas e seguras (grau 2C).3,4
  • Técnica alimentar: na mamadeira, posição mais vertical e eructação frequente; na amamentação, avaliar pega e manejo. Não suspender o aleitamento e, na fórmula, evitar hiperalimentação.1,4
  • Pausas e rede de apoio: revezamento no período crítico e um "plano de socorro" com alguém de confiança.4

Orientar os pais funciona. Em metanálise de três ensaios abertos, o treinamento parental reduziu o choro em 1,9 h/dia (IC 95% 1,4 a 2,4) e, em outro ensaio, o aconselhamento foi superior à mudança dietética (de 3,2 para 1,1 h/dia, contra 3,2 para 2,0 h/dia).4

Seguimento individualizado, às vezes semanal ou quinzenal.4 O fluxograma da SBP indica ajuda e apoio psicológico aos pais quando há ansiedade, depressão materna, desequilíbrio na relação mãe-bebê ou risco de abuso.1

5Dieta, fórmulas e suspeita de APLV

A alergia à proteína do leite de vaca raramente causa cólica e costuma trazer outros sinais (sangue nas fezes, vômitos, eczema, sibilância). Nunca se interrompe o aleitamento exclusivo para tratar cólica, e as trocas sucessivas de fórmula são, em geral, injustificadas.3,4

  • Em aleitamento materno, se houver suspeita de APLV e o choro persistir: exclusão do leite de vaca e derivados da dieta materna, sempre seguida de reintrodução (desencadeamento). Outros alimentos da dieta da mãe praticamente nunca se relacionam com a cólica, e excluí-los não se justifica.1,3
  • Em fórmula: a SBP admite considerar fórmula específica para distúrbios funcionais; se o choro intenso persistir, fórmula extensamente hidrolisada para afastar APLV, seguida de desencadeamento com proteína íntegra.1,3
  • Prazo do teste: o fluxograma da SBP propõe exclusão e desencadeamento em 2 a 4 semanas; o texto do mesmo guia situa o desencadeamento 4 a 12 semanas após o afastamento.1
  • Fórmula de soja e fórmula com fibras não são indicadas para cólica.4
As fontes divergem: Dieta materna e duração do teste

A SBP restringe a exclusão materna às proteínas do leite de vaca e desaconselha cortar outros alimentos.3 O UpToDate admite, nos amamentados sem resposta às medidas iniciais e cujos pais têm dificuldade de lidar com o choro, dieta materna hipoalergênica mais ampla (sem leite, ovo, castanhas e trigo), mais útil se a mãe é atópica ou o bebê tem sinais de APLV. Na fórmula, propõe teste de uma semana com hidrolisado extenso (resposta em geral em 48 h) e volta à fórmula original se nada mudar.4 A SBP trabalha com 2 a 4 semanas de exclusão.1

As fontes divergem: Fórmulas "para cólica"

O guia da SBP de 2022 admite considerar fórmula infantil específica para sintomas gastrointestinais funcionais no lactente que já usa fórmula.1 O UpToDate não recomenda fórmula de soja nem fórmula enriquecida com fibras e só considera o hidrolisado extenso, como teste por tempo limitado, pela possibilidade de APLV.4

6Probióticos, simeticona e outras intervenções

IntervençãoO que dizem as fontesDose, se usada
L. reuteri DSM 17938Reduz o tempo de choro em amamentados, de forma inconsistente; sem benefício em fórmula. UpToDate: não de rotina, razoável em amamentados após decisão compartilhada10⁸ UFC/dia (dose dos ensaios)
Outros probióticosSBP cita evidência de B. longum CECT 7894 + P. pentosaceus CECT 8330 em lactentes com fórmula. UpToDate: dados limitados, não sugere—
SimeticonaSem eficácia comprovada na cólica; não sugeridaLexidrug (gases, < 2 anos e < 10,9 kg): 20 mg VO até 4×/dia, após as mamadas e ao deitar; máx. 240 mg/dia
Lactase, sacaroseNão sugeridas: ensaios conflitantes (lactase), efeito de minutos (sacarose)—
Chás, ervas, gripe water, homeopatiaNão sugeridos: benefício não provado, risco de contaminação e de álcool, menor ingestão de leite—
Quiropraxia, osteopatia, acupuntura, massagem infantilNão sugeridas: sem benefício demonstrado em ensaios de baixa qualidade—

SBP (guia de 2022 e Pediatria para Famílias) e UpToDate (2026). A dose da simeticona é a do Lexidrug para gases, citada como referência, não como indicação na cólica.1,3,4,8

L. reuteri em números. Na metanálise de dados individuais de quatro ensaios (345 lactentes), 10⁸ UFC/dia reduziram o choro no 21º dia em 25 minutos em relação ao placebo (IC 95% 4 a 47), com benefício restrito aos amamentados e variável entre países; nenhum ensaio relatou efeito adverso. Para prevenção da cólica, o UpToDate não sugere probióticos.4

As fontes divergem: Probióticos: SBP e UpToDate

A SBP afirma que apenas duas cepas específicas reduzem a duração do choro e aceleram a resolução, e o guia de 2022 cita evidência em amamentados e em lactentes com fórmula.1,3 O UpToDate não sugere probiótico de rotina em nenhum dos grupos, admite apenas L. reuteri DSM 17938 em amamentados após discussão de benefícios e incertezas e lembra que a FDA não avalia a qualidade dos produtos comerciais.4

As fontes divergem: Simeticona e levotiroxina

O UpToDate alerta que a simeticona pode interagir com a levotiroxina no lactente em tratamento de hipotireoidismo congênito, levando a subtratamento.4 A monografia pediátrica do Lexidrug não lista interações significativas.8

7Choro, depressão materna e trauma craniano abusivo

O choro da cólica não faz mal ao bebê, mas o lactente com choro excessivo corre mais risco de violência, inclusive a síndrome do bebê sacudido.1,5 Em inquérito com pais de 3.259 lactentes, 2,2% (com 1 mês) e 3,7% (com 3 meses) relataram ter abafado, batido ou sacudido o bebê ao menos uma vez por causa do choro, mais quando julgavam o choro excessivo, independentemente da quantidade real de choro.5

A cólica também se associa a depressão pós-parto e a desmame precoce. Pergunte como os pais se sentem e oriente de forma explícita: no limite, o cuidador deve deixar o bebê de barriga para cima num berço seguro, afastar-se por alguns minutos e pedir ajuda; sacudir pode causar lesão cerebral grave e morte.5,9

8Quando investigar, internar ou encaminhar

  • Investigar, e internar conforme o achado, se houver sinal de alarme: perda de peso, letargia, vômitos biliosos, febre, irritabilidade excessiva ou sinais neurológicos.1
  • Avaliação imediata: suspeita de trauma, inclusive abusivo, cuidador com medo de machucar o bebê ou relato de que alguém o sacudiu.5,9
  • Suspeita de maus-tratos: comunicar ao Conselho Tutelar ou ao Disque 100.10
  • Gastroenterologia pediátrica: sem melhora depois das medidas do fluxograma, inclusive do teste de exclusão.1
  • Saúde mental ou pediatria do desenvolvimento: pais muito ansiosos ou que precisam de apoio adicional.4

9Pegadinhas de prova

  • O Roma IV não exige 3 horas de choro na prática clínica; > 3 h/dia em ≥ 3 dias da última semana é critério de pesquisa.1
  • O limite de idade é 5 meses, para o início e o fim dos sintomas, e o ganho de peso tem de ser normal.1,2
  • Diagnóstico clínico: pedir exames sem sinal de alarme é distrator clássico.1
  • Simeticona, troca de fórmula e suspensão do aleitamento são alternativas erradas típicas.3,4
  • Choro com sangue nas fezes tira o caso da cólica: pense em proctocolite alérgica, fissura ou invaginação intestinal.5
  • Disquesia (≥ 10 min de esforço antes de evacuar, antes dos 9 meses) se trata com orientação, sem laxante nem supositório.1

Perguntas frequentes

Quais são os critérios de Roma IV para cólica do lactente?

Para uso clínico, os três: início e término dos sintomas antes dos 5 meses; períodos recorrentes e prolongados de choro, desconforto ou irritabilidade sem causa evidente, que os cuidadores não conseguem prevenir nem resolver; e ganho de peso normal, sem febre ou outra doença. Para pesquisa, somam-se choro por mais de 3 horas em 3 ou mais dos últimos 7 dias e um diário prospectivo de 24 horas.

Simeticona funciona na cólica do lactente?

Não há evidência de benefício. A SBP afirma que os medicamentos para gases não tiveram eficácia comprovada, e o UpToDate não sugere a simeticona, com base em revisões sistemáticas de ensaios pequenos e conflitantes.

Qual probiótico tem evidência na cólica?

O Lactobacillus reuteri DSM 17938 (10⁸ UFC/dia) reduziu o choro em lactentes amamentados, de forma inconsistente, sem benefício nos alimentados com fórmula. A SBP também cita a combinação de Bifidobacterium longum CECT 7894 e Pediococcus pentosaceus CECT 8330. O uso deve ser decidido com a família.

Quando suspeitar de APLV no lactente com cólica?

Quando o choro vem com sangue nas fezes, vômitos, eczema, sibilância ou ganho ponderal ruim, ou persiste apesar das medidas iniciais. O teste é a exclusão do leite de vaca, da dieta materna ou com fórmula extensamente hidrolisada, sempre seguida de desencadeamento.

O que mudou no Roma V?

Publicado em 2026, o Roma V trocou o termo "infantile colic" por "infant distress syndrome". Segundo o UpToDate, os critérios de pesquisa passaram a variar com a idade: mais de 3 horas de choro por dia até 6 semanas e mais de 2,5 horas depois disso.

Equipe editorial Pediatrando

Conteúdo conferido em 4 de outubro de 2026 nas fontes abaixo, na ordem de prioridade: Sociedade Brasileira de Pediatria, Ministério da Saúde, UpToDate e Lexidrug. Quando as fontes discordam, seguimos a SBP e mostramos a diferença.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Distúrbios gastrointestinais funcionais no lactente e na criança abaixo de 4 anos: um guia para a prática diária. Departamento Científico de Gastroenterologia, abril de 2022. sbp.com.br ↗
  2. Benninga MA, Faure C, Hyman PE, St James Roberts I, Schechter NL, Nurko S. Childhood Functional Gastrointestinal Disorders: Neonate/Toddler (Roma IV). Gastroenterology. 2016;150(6):1443-1455.e2. doi.org ↗
  3. Sociedade Brasileira de Pediatria. Pediatria para Famílias: Cólica do lactente. Departamento Científico de Gastroenterologia Pediátrica, julho de 2023. sbp.com.br ↗
  4. Turner TL, Palamountain S. Infantile colic: Management and outcome. UpToDate, tópico atualizado em 13 de fevereiro de 2026. uptodate.com ↗
  5. Turner TL, Palamountain S. Infantile colic: Clinical features and diagnosis. UpToDate, tópico atualizado em 29 de julho de 2026. uptodate.com ↗
  6. Carvalho SR. Pediatria para Famílias: Perguntas complementares sobre cólica do lactente. Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento Científico de Gastroenterologia, setembro de 2025. sbp.com.br ↗
  7. Di Lorenzo C, Saps M, Chumpitazi BP, et al. Lower and Biliary Disorders of Gut-Brain Interaction: Child and Adolescent (Roma V). Gastroenterology. 2026;170(6):1367-1387. doi.org ↗
  8. Lexidrug. Simethicone: Pediatric drug information. Consultado em 4 de outubro de 2026. uptodate.com ↗
  9. Turner TL, Palamountain S. Patient education: Colic (excessive crying) in infants (Beyond the Basics). UpToDate, tópico atualizado em 13 de fevereiro de 2026. uptodate.com ↗
  10. Ministério da Saúde. Caderneta da Criança: Passaporte da Cidadania. 7ª edição. Brasília, 2024. bvsms.saude.gov.br ↗

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Material de apoio para profissionais de saúde. Não substitui o julgamento clínico, a bula nem as diretrizes originais.

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