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Respiratório · Para profissionais

Pneumonia comunitária na infância: diagnóstico e antibiótico

O que a SBP e a AIDPI recomendam, onde a OMS 2024 e o UpToDate divergem (dose, duração, tiragem, saturação) e como o tema cai na prova.

Equipe editorial Pediatrando Atualizado em 11 min de leitura
SBPMinistério da SaúdeUpToDateLexidrugOMS

Pontos-chave

  • Diagnóstico clínico: febre, tosse e taquipneia. Respiração rápida: ≥ 60 irpm (< 2 meses), ≥ 50 (2–11 meses), ≥ 40 (1–4 anos). Radiografia não é rotina no tratamento ambulatorial.1,2
  • Ambulatório (2 meses a 5 anos): amoxicilina VO 50 mg/kg/dia, de 8/8 ou 12/12 h (máx. 4 g/dia), com reavaliação em 48–72 h. A SBP cita 7 dias e admite cursos mais curtos sem gravidade.1
  • Internar: SpO₂ < 92%, FR > 70 (< 12 meses) ou > 50 (maiores), gemência, retrações, apneia, toxemia, desidratação, comorbidade, complicação e o menor de 2 meses com taquipneia.1
  • UpToDate e Lexidrug usam 90 mg/kg/dia e 5 dias; a OMS, 80 mg/kg/dia por 3 a 5 dias.3,4,5
Neste artigo
  1. Definição e etiologia
  2. Diagnóstico clínico e classificação pela AIDPI
  3. Exames: quando pedir
  4. Tratamento ambulatorial e doses
  5. Quando internar e como tratar no hospital
  6. Quando pensar em pneumonia complicada
  7. Prevenção e vacinas
  8. Pegadinhas de prova
  9. Perguntas frequentes
  10. Referências

1Definição e etiologia

Pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é a que ocorre em criança não hospitalizada no último mês, portanto colonizada por germes do domicílio, da escola e da comunidade, e não por germes hospitalares. É a principal causa de morbimortalidade em menores de 5 anos no mundo.1

Os vírus predominam em todas as idades, com o VSR como agente mais frequente abaixo de 5 anos. Entre as bactérias, o pneumococo segue como principal agente abaixo dos 5 anos, internados ou não, e estima-se coinfecção viral e bacteriana em cerca de 30% dos casos.1,6 A partir dos 5 anos, o M. pneumoniae passa a ser a causa bacteriana mais comum.3

Típica, atípica ou viral: o que sugere cada uma

Bacteriana típica
  • Início abrupto
  • Febre, calafrios, dor torácica focal
  • Desconforto e achados localizados
Bacteriana atípica
  • Início gradual: febre, cefaleia, dor de garganta
  • Tosse seca que piora aos poucos
  • Sibilos ou estertores; quadro mais leve
Viral
  • Mais comum abaixo de 5 anos
  • Tosse após infecção de vias aéreas superiores
  • Achados difusos, bilaterais, com sibilos

Os quadros se sobrepõem e não separam a etiologia com segurança; ajudam a estimar a mais provável.3,7

2Diagnóstico clínico e classificação pela AIDPI

O quadro clássico é febre de início agudo, taquipneia e tosse. A febre pode faltar no lactente pequeno com C. trachomatis, B. pertussis ou Ureaplasma; menores de 5 anos costumam ter pródromo de febre baixa e coriza, e escolares podem referir dor pleurítica ou rigidez de nuca, conforme o lobo envolvido.1

IdadeRespiração rápida
< 2 meses≥ 60 irpm (com ou sem tiragem: pneumonia grave, internar)
2 a 11 meses≥ 50 irpm
1 a 4 anos≥ 40 irpm

AIDPI Criança (2017) para 2 meses a 5 anos; menor de 2 meses pela SBP (2021). Contar por 1 minuto, com a criança tranquila.1,2

Achado (2 meses a 5 anos)ClassificaçãoConduta pela AIDPI
Sinal geral de perigo, tiragem subcostal ou estridor em repousoPneumonia grave ou doença muito gravePrimeira dose de antibiótico, prevenir hipoglicemia, oxigênio se disponível e referir com urgência
Só respiração rápidaPneumoniaAntibiótico por 7 dias, medidas caseiras para a tosse e retorno em 2 dias
Nenhum dos anterioresNão é pneumoniaMedidas caseiras; tosse há mais de 14 dias pede investigação

Sinais gerais de perigo: não consegue beber ou mamar, vomita tudo, convulsão nas últimas 72 h, letargia, enchimento capilar > 2 s, batimento de asa de nariz ou gemência.2

Em revisão sistemática citada pela SBP, hipoxemia moderada (SpO₂ ≤ 96%) e aumento do esforço respiratório (gemência, batimento de asa de nariz, retrações) foram os sinais mais associados à pneumonia radiológica; SpO₂ > 96% reduziu a probabilidade, e FR > 40 irpm isolada não se associou fortemente ao diagnóstico.1

Sibilância muda a ordem. Asma, bronquiolite e sibilância viral causam taquipneia: trate primeiro com broncodilatador de ação rápida (3 doses, de 15 em 15 minutos) e só então classifique a pneumonia, para evitar antibiótico desnecessário.1,2

As fontes divergem: Tiragem subcostal: internar ou tratar em casa?

Na AIDPI (2017) e na SBP (2021), tiragem subcostal classifica pneumonia grave, com referência ao hospital.1,2 A OMS, em 2024, recomenda amoxicilina oral por 5 dias em regime ambulatorial para a criança de 2 a 59 meses com tiragem e sem sinal geral de perigo (recomendação forte, certeza moderada).5

3Exames: quando pedir

  • Radiografia de tórax: não é rotina na PAC de tratamento ambulatorial. Indicada na hipoxemia, no esforço respiratório, na falha do tratamento, nos casos graves, na evolução prolongada ou recorrente e na suspeita de corpo estranho ou malformação; também na febre prolongada com tosse, mesmo sem taquipneia.1
  • Incidência lateral e controle radiológico: não de rotina. O controle só vale na pneumonia redonda, no colapso, na pneumonia recorrente localizada ou nos sintomas persistentes.1,8
  • PCR, VHS, procalcitonina e hemograma: não distinguem PAC viral de bacteriana e não são rotina. Procalcitonina < 0,25 ng/mL associa-se a baixa probabilidade de PAC bacteriana; < 0,1 ng/mL tem alto valor preditivo negativo.1
  • Hemocultura: no paciente que interna ou que não responde ao tratamento.1
  • Pesquisa viral (teste rápido ou PCR multiplex de nasofaringe): quando disponível, reduz o uso de antimicrobiano e de imagem.1
  • Antígeno urinário para pneumococo: não deve ser pedido.1
  • No internado, o UpToDate inclui radiografia, hemocultura, pesquisa viral, PCR para Mycoplasma, hemograma, PCR e eletrólitos (risco de hiponatremia por secreção inapropriada de ADH).7

4Tratamento ambulatorial e doses

A SBP organiza a conduta em cinco passos: lembrar a alta prevalência abaixo de 5 anos e excluir diferenciais; pesar fatores de risco (desnutrição, comorbidade, baixa idade, pobreza, vacinação incompleta, desmame precoce, poluição intradomiciliar); iniciar o antibiótico de imediato; garantir reavaliação em 48 a 72 horas; e reforçar a prevenção.1

SituaçãoFármaco e dose (SBP 2022)Duração
Primeira escolha, 2 meses a 5 anosAmoxicilina VO 50 mg/kg/dia, 8/8 h ou 12/12 h (máx. 4 g/dia)7 dias; cursos mais curtos aceitos sem gravidade
Suspeita de atípica: azitromicina10 mg/kg/dia, 1×/dia5 dias
Suspeita de atípica: claritromicina15 mg/kg/dia, 12/12 h (máx. 1 g/dia)7 a 10 dias
Suspeita de atípica: eritromicina40 mg/kg/dia, 6/6 h (máx. 2 g/dia)7 a 10 dias
Alergia não IgE à penicilinaCefuroxima ou ceftriaxona—
Alergia IgE (tipo 1)Clindamicina ou macrolídeo—

Documento Científico da SBP de 2021. A dose de 50 mg/kg/dia vem de estudos brasileiros, com equivalência entre 8/8 e 12/12 h.1 A AIDPI usa a mesma dose, por 7 dias.2

Acima de 5 anos, o macrolídeo não foi mais eficaz que a amoxicilina; a SBP o reserva para a suspeita clínica de pneumonia atípica, em que pode ser associado à amoxicilina ou substituí-la.1

As fontes divergem: Dose de amoxicilina: 50, 80 ou 90 mg/kg/dia

SBP e AIDPI usam 50 mg/kg/dia.1,2 O UpToDate sugere dose alta, 90 mg/kg/dia em 2 a 3 tomadas (máx. 4 g/dia), dos 6 meses aos 5 anos (grau 2C), e o Lexidrug indica 90 mg/kg/dia de 12/12 h na terapia empírica a partir de 3 meses.3,4 A OMS recomenda ao menos 40 mg/kg por dose, 2 vezes ao dia (80 mg/kg/dia).5

As fontes divergem: Duração: 7, 5 ou 3 dias, e quando reavaliar

A SBP registra que as diretrizes nacionais seguem 7 dias, cita ensaio com eficácia igual entre 5 e 10 dias e admite cursos curtos na criança sem gravidade; a AIDPI mantém 7 dias.1,2 O UpToDate e o Lexidrug consideram 5 dias suficientes se houver seguimento (7 se ele for incerto), e o UpToDate antecipa o retorno para 24 a 48 horas.3,4 A OMS aceita 3 ou 5 dias na pneumonia só com respiração rápida (3 dias em área de baixa prevalência de HIV) e 5 dias com tiragem.5

As fontes divergem: Escolar: amoxicilina ou macrolídeo?

Para 5 anos ou mais, o UpToDate sugere macrolídeo empírico (azitromicina 10 mg/kg no 1º dia e 5 mg/kg do 2º ao 5º), reservando a amoxicilina para o quadro claramente típico (grau 2C).3 A SBP só indica macrolídeo na suspeita de atípica e usa azitromicina 10 mg/kg/dia por 5 dias.1 O Lexidrug aceita o esquema de 5 dias (10 mg/kg e depois 5 mg/kg) ou 10 mg/kg/dia por 3 dias.9

Falha terapêutica é a ausência de melhora após 48 a 72 horas de amoxicilina. Reveja as causas abaixo; na suspeita de atípico, associe ou troque por macrolídeo; na suspeita de pneumococo ou S. aureus resistentes, troque por clindamicina ou linezolida. Melhorou: complete 7 dias. Piorou ou não mudou: avalie internação.1

  • Derrame ou empiema pleural, pneumonia necrosante, abscesso pulmonar.1
  • Outros agentes: vírus, bactérias atípicas, primeira manifestação de tuberculose.1
  • Tratamento não cumprido (dose, intervalo, tempo de uso).1
  • Doença de base: imunossupressão, fibrose cística, asma, desnutrição, bronquiectasias.1
  • Diagnóstico diferencial: corpo estranho, malformação pulmonar (sequestro), hérnia diafragmática.1

5Quando internar e como tratar no hospital

  • Hipoxemia: SpO₂ < 92% em ar ambiente.1
  • Desidratação ou incapacidade de manter hidratação e alimentação por via oral.1
  • Desconforto moderado a grave: FR > 70 irpm abaixo de 12 meses e > 50 irpm nos maiores; gemência, batimento de asa de nariz, retrações ou apneia.1
  • Aparência tóxica, doença de base (cardiopulmonar, síndrome genética, neurológica) ou complicação (derrame, empiema, necrose, abscesso).1
  • Menor de 2 meses com taquipneia (≥ 60 irpm), com ou sem tiragem.1
  • O UpToDate acrescenta suspeita de S. aureus ou estreptococo do grupo A e falha do tratamento ambulatorial; e indica UTI na necessidade de FiO₂ > 0,5 para SpO₂ > 92%, apneia recorrente, alteração do nível de consciência ou instabilidade hemodinâmica.8
As fontes divergem: Ponto de corte da saturação

A SBP interna e indica oxigênio com SpO₂ < 92% em ar ambiente.1 O UpToDate define hipoxemia como SpO₂ < 90% em ar ambiente, persistente, como critério de gravidade e de internação.7,8 Os estudos usados pela OMS em 2024 para avaliar sinais clínicos de hipoxemia também adotaram o corte de 90%.5

A amoxicilina oral continua sendo a primeira opção mesmo na PAC grave, se a criança aceita a via oral. Antibiótico venoso fica para quem não aceita líquidos ou medicação oral, tem sinais de sepse ou pneumonia complicada. Oxigênio por cânula nasal, alto fluxo ou máscara se SpO₂ < 92%.1

SituaçãoEsquema (SBP 2022)
Aceita via oral, sem sepse nem complicaçãoAmoxicilina VO 50 mg/kg/dia, 8/8 ou 12/12 h, por 7 dias
Precisa de via venosaAmpicilina 50 mg/kg/dose, 6/6 h, ou penicilina cristalina 150.000 UI/kg/dia, 6/6 h
Segunda opção, VO ou IVAmoxicilina com clavulanato ou sulbactam, ou cefuroxima, em doses habituais
Grave, sem vacinação antipneumocócica completa ou com HIVCeftriaxona ou cefotaxima
Menor de 2 mesesPenicilina cristalina ou ampicilina + gentamicina 7,5 mg/kg/dia, 12/12 h; cefotaxima pode substituir a gentamicina (evitar ceftriaxona: risco de kernicterus)
Suspeita de atípicaAzitromicina 10 mg/kg/dia por 5 dias ou claritromicina 7,5 mg/kg/dose, 12/12 h, por 10 dias; < 2 meses com conjuntivite (C. trachomatis): eritromicina

Doses do Documento Científico da SBP de 2021 para áreas de baixa resistência à penicilina, como o Brasil.1

As fontes divergem: Antibiótico venoso: ampicilina ou ceftriaxona?

A SBP usa ampicilina ou penicilina cristalina e reserva a cefalosporina de 3ª geração ao paciente grave, não imunizado ou com HIV.1 O UpToDate sugere ceftriaxona (ou cefotaxima) para todo lactente de 4 semanas a 6 meses internado, ampicilina ou penicilina a partir dos 6 meses só no vacinado e em comunidade com pneumococo resistente < 25%, e ceftriaxona com macrolídeo na PAC grave sem necessidade de UTI.8

Na transição para a via oral, o UpToDate espera 24 a 48 horas sem febre e boa aceitação; a duração total na PAC não complicada costuma ser de 5 a 7 dias. A tosse pode persistir por semanas, e a radiografia de controle não é necessária na criança assintomática.8

6Quando pensar em pneumonia complicada

PAC complicada é a associada a complicações locais (derrame parapneumônico, empiema, pneumonia necrosante, abscesso) ou sistêmicas (bacteremia, infecção metastática, falência de órgãos, SDRA, CIVD). Suspeite de derrame quando a resposta ao antibiótico é lenta ou o quadro piora; de pneumonia necrosante, na PAC grave sem melhora após pelo menos 72 horas de antibiótico.6

7Prevenção e vacinas

A VPC10 entrou no calendário infantil em 2010. A partir de junho de 2026, o PNI inicia a transição para a VPC20, em esquema sequencial com a VPC10, para crianças de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias: VPC20 aos 2 meses, VPC10 aos 4 meses e reforço com VPC20 aos 12 meses, com 60 dias entre as doses. Criança sem histórico vacinal entre 12 meses e 4 anos recebe dose única de VPC20.10

Completam a prevenção a vacina contra H. influenzae tipo b e a da influenza, o aleitamento materno exclusivo nos primeiros meses, a eliminação do tabagismo passivo e a higiene das mãos.1,11

8Pegadinhas de prova

  • Sibilância com taquipneia: broncodilatador primeiro, depois classificar. Sibilo não é típico da pneumonia bacteriana.1,2,11
  • Tiragem subcostal é pneumonia grave na AIDPI, com referência ao hospital, mesmo que a OMS 2024 admita tratá-la em casa.2,5
  • Menor de 2 meses: FR ≥ 60 é grave e interna; esquema com ampicilina ou penicilina + gentamicina, e cefotaxima, não ceftriaxona.1
  • Estertores residuais com criança afebril, comendo e eupneica no retorno não são falha: mantenha a amoxicilina. Sem controle radiológico se houver melhora.1,8
  • Lactente afebril de 1 a 3 meses com tosse e conjuntivite: pensar em C. trachomatis e tratar com eritromicina.1,3
  • Sem melhora em 48–72 h: procurar derrame, empiema, necrose ou abscesso antes de só trocar o antibiótico.1,6
  • Antígeno urinário para pneumococo não deve ser pedido, e a sorologia tem pouca utilidade, porque o diagnóstico é retrospectivo.1

Perguntas frequentes

Qual a dose de amoxicilina na pneumonia em criança?

Pela SBP (2022) e pela AIDPI, 50 mg/kg/dia por via oral, de 8 em 8 ou de 12 em 12 horas, com máximo de 4 g/dia. O UpToDate e o Lexidrug usam 90 mg/kg/dia, e a OMS, 80 mg/kg/dia em 2 tomadas.

Quantos dias de antibiótico na pneumonia comunitária?

A SBP registra 7 dias como padrão das diretrizes nacionais e aceita cursos mais curtos na criança sem gravidade. O UpToDate considera 5 dias suficientes com seguimento garantido, e a OMS aceita 3 a 5 dias.

Qual a frequência respiratória que define pneumonia por idade?

Respiração rápida é FR de 60 ou mais em menores de 2 meses, 50 ou mais de 2 a 11 meses e 40 ou mais de 1 a 4 anos, contada por 1 minuto com a criança tranquila (AIDPI e SBP).

Quando pedir radiografia de tórax na pneumonia infantil?

Não de rotina no tratamento ambulatorial. A SBP indica na hipoxemia, no esforço respiratório, na falha do tratamento, nos casos graves, na evolução prolongada ou recorrente, na suspeita de corpo estranho ou malformação e na febre prolongada com tosse.

Quais os critérios de internação na pneumonia em criança?

SpO2 abaixo de 92% em ar ambiente, desidratação ou recusa alimentar, FR acima de 70 em menores de 12 meses e acima de 50 nos maiores, gemência, retrações ou apneia, aparência tóxica, doença de base, complicação e menor de 2 meses com taquipneia (SBP 2022).

Quando usar macrolídeo na pneumonia comunitária?

Pela SBP, só na suspeita clínica de pneumonia atípica, associado à amoxicilina ou no lugar dela: azitromicina 10 mg/kg/dia por 5 dias, claritromicina ou eritromicina. O UpToDate sugere macrolídeo empírico a partir de 5 anos, salvo quadro claramente típico.

Equipe editorial Pediatrando

Conteúdo conferido em 4 de outubro de 2026 nas fontes abaixo, na ordem de prioridade: Sociedade Brasileira de Pediatria, Ministério da Saúde, UpToDate e Lexidrug. Quando as fontes discordam, seguimos a SBP e mostramos a diferença.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Documento Científico nº 08: Abordagem Diagnóstica e Terapêutica das Pneumonias Adquiridas na Comunidade Não Complicadas (atualização). Departamento Científico de Pneumologia, 23 de fevereiro de 2022. sbp.com.br ↗
  2. Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde e UNICEF. Manual de Quadros de Procedimentos AIDPI Criança: 2 meses a 5 anos. Brasília, 2017. bvsms.saude.gov.br ↗
  3. Community-acquired pneumonia in children: Outpatient treatment. UpToDate, tópico atualizado em 6 de janeiro de 2026. uptodate.com ↗
  4. Lexidrug. Amoxicillin: Pediatric drug information. Consultado em 4 de outubro de 2026. uptodate.com ↗
  5. Organização Mundial da Saúde. Guideline on management of pneumonia and diarrhoea in children up to 10 years of age. Genebra, 31 de dezembro de 2024. who.int ↗
  6. Sociedade Brasileira de Pediatria. Documento Científico nº 151: Pneumonias Adquiridas na Comunidade Complicadas: Atualização 2024. Departamentos Científicos de Pneumologia e de Infectologia, 29 de abril de 2024. sbp.com.br ↗
  7. Community-acquired pneumonia (CAP) in children: Clinical features and diagnosis. UpToDate, tópico atualizado em 21 de abril de 2026. uptodate.com ↗
  8. Pneumonia in children >28 days old: Inpatient treatment. UpToDate, tópico atualizado em 29 de dezembro de 2025. uptodate.com ↗
  9. Lexidrug. Azithromycin (systemic): Pediatric drug information. Consultado em 4 de outubro de 2026. uptodate.com ↗
  10. Ministério da Saúde. Guia técnico para introdução da vacina pneumocócica 20-valente (conjugada) no Programa Nacional de Imunizações. Brasília, 2026. gov.br ↗
  11. Sociedade Brasileira de Pediatria. Pediatria para Famílias: Pneumonia. Departamento Científico de Pneumologia Pediátrica, outubro de 2025. sbp.com.br ↗

Questões comentadas sobre o tema

Material de apoio para profissionais de saúde. Não substitui o julgamento clínico, a bula nem as diretrizes originais.

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