- A) Instalação imediata de monitorização por cateter arterial e uso de drogas endovenosas em bolo como hidralazina e furosemida.
Hidralazina EV em bolo pode ser usada em urgência sem lesão de órgão-alvo ou enquanto não há infusão contínua, mas o efeito é pouco titulável. Furosemida só se houver hipervolemia; na encefalopatia hipertensiva a escolha é infusão contínua ajustada minuto a minuto.
- B) Instalação imediata de monitorização por cateter arterial e uso de drogas endovenosas contínuas como nitroprussiato de sódio.
Na emergência hipertensiva com encefalopatia, a pressão deve cair de forma controlada, o que exige monitorização invasiva e droga EV contínua de meia-vida curta. O nitroprussiato (0,5 a 10 mcg/kg/min) é titulável; nicardipina, labetalol e esmolol são alternativas, e o uso prolongado do nitroprussiato exige vigilância de cianeto.
- C) Instalação de um cateter venoso central e uso de drogas por via oral, como nifedipina, enquanto o acesso venoso central não for obtido.
Nifedipina oral de ação rápida provoca queda imprevisível da pressão, com risco de isquemia cerebral, e não é recomendada na emergência hipertensiva. O acesso venoso central não é pré-requisito: a infusão pode começar por acesso periférico.
- D) Instalação de um cateter venoso central e uso de drogas endovenosas em bolo como propranolol e captopril, enquanto o acesso venoso central não for obtido.
Captopril só existe por via oral, e propranolol EV em bolo não é droga de escolha (e é perigoso se houver feocromocitoma). O tratamento não precisa aguardar acesso central; falta uma droga contínua e titulável.
Resumo para lembrar
Hipertensão grave com encefalopatia (cefaleia, alteração visual, convulsão, papiledema) é emergência hipertensiva; com corticoide ou quimioterapia, lembra a encefalopatia posterior reversível. O tratamento é em UTI, com PA invasiva e droga EV contínua e titulável (nitroprussiato, nicardipina, labetalol), baixando até 25% da redução planejada em 8 h e o restante em 24 a 48 h.