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Pediatrando

Menina de 3 anos apresenta rim policístico. Mãe questiona se a menina pode ter doença renal crônica com o passar da idade. O pediatra pensando na possibilidade de a menina evoluir para doença renal crônica deve:

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Resposta: A

  1. A) Realizar exame de urina pelo menos 1 vez durante cada fase da infância.

    O exame de urina detecta proteinúria, hematúria e perda da capacidade de concentração, marcadores precoces de lesão renal, sem risco para a criança. Na doença policística ele se repete no seguimento, junto com a pressão arterial ao menos anual e a creatinina; a alternativa traz o mínimo.

  2. B) Solicitar ultrassom renal anualmente.

    A ultrassonografia mostra cistos e o tamanho dos rins, mas não mede função nem detecta DRC inicial. Na criança assintomática, repetir a US todo ano não muda a conduta; a vigilância da DRC se faz com pressão arterial, urina e creatinina.

  3. C) Solicitar cintilografia renal a cada 3 anos.

    A cintilografia (DMSA ou DTPA) avalia cicatrizes e a função relativa de cada rim, expõe a radiação e não tem papel no rastreamento periódico da DRC na doença policística.

  4. D) TC abdominal com contraste pelo menos 1 vez durante cada fase da infância.

    TC com contraste expõe a radiação e a contraste iodado nefrotóxico, que a SBP recomenda evitar em crianças com risco de DRC. Não serve para a vigilância periódica da função renal.

Resumo para lembrar

Na criança com doença renal policística, a vigilância da DRC usa medidas simples e repetidas: pressão arterial ao menos anual, exame de urina com pesquisa de proteinúria ou albuminúria e creatinina com estimativa da filtração glomerular. Exames de imagem não medem função, e TC com contraste e cintilografia expõem a radiação e contraste sem necessidade.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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