Adolescente de 17 anos apresenta queda acentuada no rendimento escolar, dificuldade de concentração, esquecimento frequente e desmotivação. Professores relatam que os sintomas surgiram nos últimos meses. Os pais referem mudanças de comportamento, como isolamento social e episódios de sonolência em sala de aula. Qual é o diagnóstico mais provável?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Primeiro, vamos olhar a idade da nossa paciente, uma adolescente de 17 anos, que é um dado super importante para direcionar o raciocínio clínico, né?
- Ela apresenta uma queda acentuada no rendimento escolar, o que já nos liga um alerta para alguma alteração importante no seu dia a dia.
- Junto com isso, temos dificuldade de concentração, esquecimento frequente e desmotivação, que são sintomas que afetam diretamente o aprendizado e a rotina.
- Os professores relatam que esses sintomas surgiram nos últimos meses, indicando um início recente e não algo crônico desde a infância.
- E os pais complementam com mudanças de comportamento, como isolamento social e episódios de sonolência em sala de aula, o que é bem preocupante, não é mesmo?
- Então, temos uma adolescente com uma mudança de comportamento recente, que inclui queda no rendimento escolar, problemas de atenção e memória, desmotivação, isolamento e sonolência diurna.
- Esse quadro, com início agudo ou subagudo na adolescência, é muito sugestivo de uma condição específica que precisamos investigar a fundo.
- A alternativa A sugere Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Mas o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, para ser diagnosticado, exige que os sintomas de desatenção ou hiperatividade estejam presentes antes dos doze anos de idade e em mais de um ambiente, de forma persistente.
- Já a alternativa B, Transtorno opositor desafiador, descreve um padrão de humor irritável, discussões e desafio a figuras de autoridade, com início geralmente na infância.
- A alternativa D, Transtorno de ansiedade generalizada, envolve preocupação excessiva e difícil de controlar, com tensão e inquietação, podendo prejudicar a concentração.
- Agora, a alternativa C, Uso de substâncias psicoativas, se encaixa perfeitamente no quadro clínico que descrevemos.
- A queda abrupta do desempenho escolar, o prejuízo de memória e concentração, a desmotivação, a sonolência em aula e o isolamento social, especialmente em um adolescente de dezessete anos, formam um perfil típico de uso de substâncias psicoativas, como a maconha.
- Nesses casos, a abordagem inclui uma entrevista a sós com o adolescente, garantindo o sigilo, e a aplicação de rastreios como o CRAFFT, além de uma intervenção breve.
- Então, uma adolescente de dezessete anos com mudança de comportamento recente, queda de rendimento escolar e sonolência diurna, pense sempre em uso de substâncias psicoativas.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básicaMinistério da Saúde, 2017 · conferida em 25/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
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