Criança de 6 anos com asma iniciou tratamento com beclometasona inalatória 400 mcg/dia há cerca de 4 meses. Desde então, sente-se melhor em relação aos sintomas respiratórios, entretanto houve necessidade de medicação de resgate (salbutamol) há 1 mês, sem necessidade de ida à emergência. Além disso, quando pratica exercícios, sente-se cansada interrompendo a atividade física. A adesão e a técnica inalatória estão adequadas. Qual é a conduta mais adequada neste caso?
Acento errado em mês. Verbo repetido no fim da pergunta.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o caso dessa criança, começando pela idade dela, que é um dado muito importante para a asma...
- Ela tem diagnóstico de asma, e isso já nos direciona para as diretrizes específicas de tratamento.
- O tratamento atual é com beclometasona inalatória, na dose de quatrocentos microgramas por dia, que é uma dose média para essa faixa etária, segundo a GINA.
- Ela está usando essa medicação há cerca de quatro meses, o que indica que já houve um tempo para a medicação fazer efeito e estabilizar o quadro.
- Apesar da melhora inicial, ela ainda precisou de medicação de resgate, o salbutamol, no último mês, o que já nos acende um alerta sobre o controle da asma.
- E um dado crucial é que ela se sente cansada e precisa interromper a atividade física quando pratica exercícios, o que é um sinal claro de asma não controlada ou parcialmente controlada.
- Por fim, a adesão e a técnica inalatória estão adequadas, o que elimina a possibilidade de que o problema seja o uso incorreto da medicação e nos faz pensar em escalonar o tratamento.
- Então, temos uma criança de seis anos com asma, usando dose média de corticoide inalatório, mas que ainda apresenta sintomas como uso de resgate e limitação por exercício...
- A presença desses sintomas, mesmo com a medicação em uso e a técnica correta, classifica a asma como parcialmente controlada, segundo os critérios da GINA.
- Como a asma está parcialmente controlada e a adesão e técnica estão adequadas, o próximo passo é subir de etapa no tratamento, conforme as diretrizes da GINA para essa faixa etária.
- A alternativa A propõe acrescentar montelucaste cinco miligramas à beclometasona inalatória.
- Essa é uma opção alternativa na etapa quatro, mas é considerada menos eficaz do que associar um agonista beta de longa duração, o LABA, e ainda tem um alerta para possíveis efeitos neuropsiquiátricos, como pesadelos e agitação.
- A alternativa B sugere aumentar a beclometasona inalatória para seiscentos microgramas por dia.
- Subir para uma dose alta de corticoide inalatório isolado não é o recomendado pela GINA para essa idade antes de associar um LABA, pois aumenta o risco de efeitos sistêmicos, como impacto no crescimento, com um ganho terapêutico pequeno.
- A alternativa D propõe manter a beclometasona inalatória na dose de quatrocentos microgramas por dia.
- Manter o tratamento seria adequado se a asma estivesse controlada, mas a limitação da atividade física e o uso de resgate indicam que ela está, no mínimo, parcialmente controlada, exigindo uma escalada terapêutica.
- A alternativa C sugere substituir a beclometasona por formoterol e budesonida, na dose de seis por duzentos microgramas, duas vezes ao dia...
- Essa associação de budesonida, que é um corticoide inalatório, com o formoterol, que é um agonista beta de longa duração, é o próximo passo recomendado pela GINA, a etapa quatro, para crianças de seis a onze anos com asma parcialmente controlada.
- Essa dose mantém uma dose média de corticoide inalatório, que é de quatrocentos microgramas por dia, e adiciona o LABA, que é mais eficaz para o controle dos sintomas e da limitação por exercício.
- Então, criança de seis anos com asma parcialmente controlada, mesmo em uso de corticoide inalatório em dose média e com boa adesão, sempre pense em associar um agonista beta de longa duração, o LABA, para otimizar o controle.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Global Strategy for Asthma Management and PreventionGINA, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
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