Amanda, 3 anos de idade, com quadro gripal em tratamento, evoluindo afebril e em bom estado geral, apresenta claudicação há 1 dia, evitando andar e poupando o membro inferior esquerdo quando anda. Ao exame físico, nota-se limitação da mobilização ativa e passiva do quadril esquerdo, sem outras alterações. Com base nessas informações, assinale o diagnóstico ortopédico mais provável.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o caso da Amanda. Ela tem 3 anos de idade, e essa idade é super importante para direcionar nosso raciocínio em ortopedia pediátrica, já que muitas condições são idade-dependentes.
- Ela está com um quadro gripal em tratamento, o que nos indica uma infecção viral recente. Isso é um dado chave para algumas condições do quadril.
- A Amanda está afebril e em bom estado geral. Isso é muito tranquilizador e nos ajuda a afastar as causas mais graves de claudicação, como infecções bacterianas sérias.
- A claudicação, ou seja, o mancar, começou há apenas um dia. Isso nos diz que é um quadro agudo, de início recente.
- Ela está evitando andar e poupando o membro inferior esquerdo. Isso mostra que há dor ou desconforto ao colocar peso na perna, o que é comum em problemas do quadril.
- Ao exame físico, há limitação da mobilização ativa e passiva do quadril esquerdo, o que confirma que o problema está localizado na articulação do quadril.
- E o fato de não haver outras alterações no exame físico reforça que não há sinais de infecção sistêmica ou outros problemas mais difusos.
- Juntando todos esses pontos, temos uma criança pequena, de 3 anos, com um quadro agudo de claudicação e dor no quadril, que surgiu após uma virose, mas que está afebril e em bom estado geral.
- Essa combinação de fatores nos leva a pensar em uma condição inflamatória benigna e autolimitada do quadril, que é muito comum nessa faixa etária.
- Agora, vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas.
- A alternativa A sugere Doença de Legg-Calvé-Perthes. Essa doença costuma ter um curso mais prolongado, não agudo como o da Amanda, e geralmente exige alterações de imagem para o diagnóstico, o que não é o caso aqui.
- A alternativa B fala em Pioartrite do quadril. Embora seja uma causa importante de claudicação, a artrite séptica geralmente se apresenta com dor muito intensa, febre alta e incapacidade total de apoio, o que não se encaixa com a Amanda, que está afebril e em bom estado geral.
- A alternativa D menciona Epifisiólise do quadril. Essa condição é mais comum em adolescentes, frequentemente com excesso de peso, e a Amanda tem apenas 3 anos, o que a torna uma hipótese muito improvável.
- A alternativa E sugere Piomiosite do psoas. Infecções do psoas geralmente vêm acompanhadas de sinais sistêmicos, como febre, e dor à extensão do quadril, o que não foi descrito no quadro da Amanda.
- A alternativa C, Sinovite transitória do quadril, é a mais provável. Um quadro agudo de claudicação e dor no quadril, após uma virose, em uma criança que está afebril e em bom estado geral, é o cenário clássico da sinovite transitória.
- Então, em uma criança pequena, com claudicação aguda após uma virose, mas sem febre e em bom estado geral, pense sempre em sinovite transitória do quadril.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- The limping or non-weight bearing childRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.