Criança, 8 meses, chega à unidade de emergência febril e com rinorreia abundante há três dias. Na consulta, está taquipneica e, ao exame inicial, chama a atenção a hipoxemia de 89% em ar ambiente e a sibilância difusa na ausculta pulmonar, sem sinais de hipoperfusão tecidual. O manejo inicial dessa criança deve considerar:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso. Temos uma criança de 8 meses, e essa idade é super importante porque a bronquiolite é uma doença comum em lactentes, principalmente nos primeiros dois anos de vida.
- Ela chega com febre e coriza abundante há três dias, o que sugere um quadro viral respiratório agudo, que é o gatilho mais comum para a bronquiolite.
- A criança está taquipneica, ou seja, respirando rápido, o que é um sinal de desconforto respiratório e nos alerta para a gravidade do quadro.
- A saturação de oxigênio de 89 por cento em ar ambiente é um dado crucial, pois indica hipoxemia e a necessidade de intervenção para melhorar a oxigenação.
- A sibilância difusa na ausculta pulmonar é um achado clássico da bronquiolite, causada pela inflamação e estreitamento das pequenas vias aéreas.
- A ausência de sinais de hipoperfusão tecidual é um bom sinal, pois nos diz que, apesar do desconforto respiratório, a criança não está em choque, o que nos permite focar no manejo respiratório.
- Juntando todos esses dados, a idade, os sintomas virais, o desconforto respiratório com taquipneia e sibilância, e a hipoxemia, o diagnóstico mais provável é bronquiolite viral aguda.
- O manejo da bronquiolite é essencialmente de suporte, e a hipoxemia é o principal indicador para a necessidade de oxigenoterapia.
- A alternativa A está incorreta porque um cateter nasal de baixo fluxo não consegue fornecer uma fração inspirada de oxigênio de 100 por cento, já que há mistura com o ar ambiente.
- A alternativa B está incorreta. A antibioticoterapia não é indicada de rotina na bronquiolite, que é uma doença viral, a menos que haja evidência clara de uma coinfecção bacteriana, o que não é o caso aqui.
- A alternativa C também está incorreta. Broncodilatadores como o salbutamol e corticosteroides sistêmicos não são recomendados como tratamento rotineiro para a bronquiolite típica, pois não demonstram benefício significativo na maioria dos casos.
- A alternativa D é a correta. A lavagem nasal com cloreto de sódio a 0,9 por cento ajuda a desobstruir as vias aéreas superiores, facilitando a respiração e a alimentação, e a oxigenação adequada é fundamental para corrigir a hipoxemia, que é o principal problema respiratório da criança.
- Então, em uma criança de 8 meses com desconforto respiratório e sibilância, e hipoxemia, pense sempre em bronquiolite e na importância do suporte respiratório, principalmente a oxigenoterapia.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Bronquiolite agudaSBP, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.