Considerando um caso de desidratação em escolar, de 16 kg, associada à diarreia aguda febril tipo disenteria, ainda sem sinais de taquicardia, sem rebaixamento de sensório, nem prolongamento do tempo de enchimento capilar; a correção deve ser feita no(a) ________ e com o insumo denominado ________. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso. O enunciado nos fala de uma desidratação em uma criança em idade escolar.
- O peso de 16 quilos é um dado importante para cálculos de dose, mas aqui ele serve mais para contextualizar o tamanho da criança.
- A condição é associada a uma diarreia aguda febril do tipo disenteria. A disenteria indica uma infecção mais invasiva, muitas vezes bacteriana, mas não necessariamente uma desidratação grave.
- Um dado crucial é que a criança está sem sinais de taquicardia. A ausência de taquicardia é um indicador importante de que não há choque hipovolêmico.
- Também não há rebaixamento de sensório, o que nos mostra que o estado neurológico da criança está preservado e afasta uma desidratação grave.
- E, por fim, não há prolongamento do tempo de enchimento capilar. Um tempo de enchimento capilar normal é um excelente indicador de que a perfusão periférica está adequada, confirmando que a criança não está em choque.
- A ausência de taquicardia, de rebaixamento de sensório e de prolongamento do tempo de enchimento capilar nos diz, de forma categórica, que a criança não está em choque hipovolêmico.
- Com esses achados, podemos classificar a desidratação como leve a moderada, o que nos direciona para a via de reidratação oral.
- A reidratação oral é sempre a primeira escolha para desidratações leves a moderadas, desde que a criança consiga ingerir líquidos e não tenha sinais de alarme para via endovenosa.
- Mesmo sendo oral, a correção inicial de uma desidratação já estabelecida, especialmente com disenteria, deve ser supervisionada para garantir a tolerância e a eficácia do tratamento.
- Um local como a sala de emergência ou uma unidade de pronto atendimento é ideal para essa supervisão inicial, onde a criança pode ser monitorada e reavaliada.
- Vamos analisar a alternativa B. Ela sugere o domicílio para a correção. No entanto, a correção inicial supervisionada é preferível quando há desidratação já estabelecida, o que não é possível no domicílio.
- A alternativa C propõe a unidade de terapia intensiva e ringer lactato intravenoso. Não há instabilidade que indique automaticamente a UTI e a reposição intravenosa, já que a criança não está em choque.
- A alternativa D sugere a sala de emergência, mas com soro fisiológico intravenoso. A via venosa é reservada à gravidade ou à impossibilidade de reidratação enteral, o que não é o caso aqui.
- Por fim, a alternativa A indica a sala de emergência e soro reidratante oral. Desidratação sem choque pode e deve receber soro reidratante oral supervisionado, com reavaliação na unidade, o que se encaixa perfeitamente no nosso caso.
- Então, uma criança escolar com desidratação e diarreia, mas sem sinais de choque, sempre deve ser tratada inicialmente com soro de reidratação oral em um ambiente supervisionado.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Diarreia aguda infecciosaSBP, 2023 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.