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Pediatrando

Diante de uma criança de 2 anos com recusa alimentar seletiva, crescimento dentro dos padrões e sem sinais de doença orgânica, qual a conduta a ser adotada?

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Resposta: B

  1. A) Prescrever suplemento hipercalórico oral e reduzir a oferta alimentar para 2 refeições ao dia.

    Suplemento hipercalórico em criança que cresce bem aumenta a saciedade e piora a aceitação das refeições, e reduzir para 2 refeições por dia contraria a rotina recomendada de 4 a 6 refeições e lanches. Não há déficit nutricional a corrigir.

  2. B) Evitar insistência alimentar, orientar rotina de refeições estruturadas e manter exposição gradual a novos alimentos.

    Criança de 2 anos com crescimento adequado e sem sinais de alerta tem a seletividade própria da idade (neofobia). Pressionar, barganhar ou forçar alimenta o ciclo de pressão e recusa; o pediatra orienta horários fixos, refeições de 20 a 30 min à mesa com a família, sem distrações, e reapresentação do alimento novo até 8 a 15 vezes.

  3. C) Indicar sondagem enteral temporária para garantir ingestão adequada.

    Sondagem enteral é reservada a dificuldades graves com desnutrição, disfagia ou incapacidade de manter hidratação e nutrição por via oral. Em criança que cresce normalmente, é intervenção invasiva sem indicação.

  4. D) Encaminhar para psicólogo e terapia alimentar.

    Terapia alimentar e psicologia se indicam diante de sinais de alerta: parada de crescimento, engasgos e disfagia, aversão sensorial grave, ansiedade intensa às refeições ou suspeita de transtorno alimentar restritivo evitativo. A seletividade habitual se resolve com orientação na própria puericultura.

  5. E) Iniciar antidepressivo ou ansiolítico para modulação de comportamento alimentar.

    Não há indicação de psicofármaco para seletividade alimentar na infância; o manejo é comportamental e envolve a família. Antidepressivos e ansiolíticos não têm papel nessa situação.

Resumo para lembrar

Seletividade e neofobia alimentar são comuns entre 1 e 5 anos, com pico entre 18 e 24 meses, e não exigem tratamento quando o crescimento é normal. A SBP orienta pais responsivos, sem pressão nem recompensa, 4 a 6 refeições e lanches por dia em horários fixos, refeições de 20 a 30 min sem telas e oferta repetida do alimento novo (até 8 a 15 vezes).

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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