Durante atendimento no CAIC, um menino de 8 anos, branco é trazido pelos pais com queixa de inchaço no joelho esquerdo há quase dois meses. A mãe relata que o menino acorda com rigidez e dificuldade para andar pela manhã, mas melhora ao longo do dia. Ao exame físico, o paciente apresenta marcha claudicante, edema e limitação de movimentos no joelho direito, sem sinais de infecção ou outras alterações sistêmicas. Os exames laboratoriais mostram: FAN positivo (1:320) ASLO = 800 U Todd (normal até 300 U) Demais exames sem alterações relevantes. Com base nesses achados, qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Temos um menino de oito anos de idade, o que já nos direciona para doenças pediátricas.
- Ele apresenta uma queixa de inchaço no joelho esquerdo que já dura quase dois meses, o que caracteriza uma artrite crônica, um dado muito importante.
- A mãe relata que ele acorda com rigidez e dificuldade para andar pela manhã, mas que melhora ao longo do dia, um sintoma clássico de rigidez matinal, comum em doenças inflamatórias.
- No exame físico, confirmamos a presença de marcha claudicante, edema e limitação de movimentos, agora no joelho direito, sem sinais de infecção ou outras alterações sistêmicas, o que nos ajuda a excluir algumas causas.
- Os exames laboratoriais mostram um Fator Antinúcleo, o FAN, positivo em uma titulação de um para 320, o que é um achado relevante para doenças autoimunes.
- Também temos um ASLO elevado, de 800 Unidades Todd, acima do normal de até 300 Unidades, indicando um contato prévio com estreptococo, mas não necessariamente febre reumática neste contexto.
- Com esses dados, o quadro clínico de artrite em uma criança, com duração maior que seis semanas e rigidez matinal, nos leva a pensar em uma doença reumatológica crônica.
- A ausência de sinais de infecção e de outras alterações sistêmicas é crucial, pois nos ajuda a descartar artrites infecciosas ou outras condições mais graves que poderiam mimetizar o quadro.
- O FAN positivo reforça a hipótese de uma doença autoimune, que é uma característica comum da Artrite Idiopática Juvenil, embora o diagnóstico seja clínico.
- Apesar do ASLO elevado, a apresentação clínica não se encaixa em febre reumática, que geralmente cursa com poliartrite migratória e não com uma monoartrite crônica como a descrita.
- A alternativa A, Púrpura trombocitopênica idiopática, está incorreta porque essa condição causa sangramentos devido à baixa contagem de plaquetas, e não artrite crônica com rigidez matinal, como vemos no nosso paciente.
- A alternativa B, Artrite gonocócica, também está incorreta. Artrites infecciosas, como a gonocócica, teriam um contexto diferente, geralmente agudo, com sinais claros de infecção e sem a cronicidade e rigidez matinal que observamos.
- A alternativa D, Síndrome de Sjögren, não se encaixa. Essa síndrome se caracteriza principalmente por manifestações glandulares, como boca e olhos secos, e não por um padrão isolado de artrite como o descrito no caso.
- A alternativa C, Artrite idiopática juvenil, é a correta. O quadro de artrite em uma criança por mais de seis semanas, com rigidez matinal e exclusão de outras causas, é altamente sugestivo de Artrite Idiopática Juvenil.
- Então, revisando rapidamente, em uma criança de oito anos com artrite persistente por mais de seis semanas e rigidez matinal, pense sempre em Artrite Idiopática Juvenil.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Artrite idiopática juvenilPRINTO/PReS, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.