Escolar, sexo feminino, com 5 anos, é trazida pelos pais, que relatam dor e inchaço no joelho direito há, aproximadamente, 3 meses. A dor é pior pela manhã, com rigidez que melhora ao longo do dia, e não há relato de febre, trauma recente ou dor em outras articulações. Os pais, inicialmente, pensaram que eram “dores de crescimento”. Considerando a história clínica da paciente, qual é a conduta inicial mais adequada?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Temos uma paciente escolar, uma menina de 5 anos de idade, o que já nos coloca em uma faixa etária pediátrica importante para doenças reumatológicas.
- Os pais relatam dor e inchaço no joelho direito, o que é um sinal objetivo de inflamação articular, e não apenas uma queixa subjetiva de dor.
- Essa queixa já dura aproximadamente 3 meses, o que caracteriza um quadro crônico e nos afasta de causas agudas, como traumas ou infecções virais passageiras.
- A dor é pior pela manhã, com rigidez que melhora ao longo do dia; essa é uma característica clássica de processos inflamatórios articulares, como a artrite, e não de dores mecânicas ou de crescimento.
- Não há relato de febre, trauma recente ou dor em outras articulações, o que nos ajuda a refinar o diagnóstico diferencial, afastando infecções sistêmicas agudas ou poliartrite inicial.
- Os pais inicialmente pensaram em “dores de crescimento”, mas a presença de inchaço e rigidez matinal não se encaixa nesse diagnóstico benigno.
- Com base nesses achados, a paciente apresenta um quadro de artrite crônica em uma única articulação, o que nos leva a pensar em Artrite Idiopática Juvenil como principal hipótese diagnóstica.
- Diante da suspeita de uma artrite inflamatória, precisamos de exames que nos ajudem a confirmar a inflamação, avaliar a extensão e descartar outras causas.
- A alternativa A sugere iniciar tratamento com analgésicos e fisioterapia, pois a apresentação seria compatível com “dores de crescimento”. Isso está incorreto, pois a presença de inchaço e rigidez matinal por três meses não é característica de dores de crescimento, que são benignas e não inflamatórias.
- A alternativa C propõe prescrever um ciclo de antibióticos. Essa conduta está incorreta porque não há sinais de infecção bacteriana, como febre ou outros sintomas sistêmicos, e o uso empírico de antibióticos pode atrasar o diagnóstico correto de uma doença reumatológica.
- A alternativa D recomenda repouso absoluto e reavaliar sem exames. Isso é inadequado, pois a espera sem investigação pode atrasar o diagnóstico e o tratamento de uma condição que pode causar sequelas articulares se não tratada precocemente.
- A alternativa E sugere realizar radiografia do joelho direito para descartar fratura ou tumor ósseo antes de qualquer outra investigação. Embora a radiografia possa ser útil, ela não é a primeira investigação mais adequada para um quadro inflamatório crônico sem trauma. Exames laboratoriais são mais prioritários para avaliar a inflamação e a autoimunidade.
- A alternativa B, que indica solicitar hemograma completo, velocidade de hemossedimentação, proteína C reativa e fator antinuclear, é a conduta inicial mais adequada. Esses exames são essenciais para avaliar a inflamação sistêmica, descartar outras causas e auxiliar na classificação da Artrite Idiopática Juvenil.
- Então, lembre-se: criança com dor articular crônica, inchaço e rigidez matinal, pense sempre em artrite idiopática juvenil e investigue com exames inflamatórios e autoimunes.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Artrite idiopática juvenilPRINTO/PReS, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.