- A) Alívio imediato de crises asmáticas devido à sua ação broncodilatadora direta.
Ambroxol não relaxa a musculatura lisa brônquica; a crise de asma se trata com salbutamol inalatório e corticoide sistêmico, e mucolítico não tem lugar no manejo agudo.
- B) Redução da viscosidade do muco em doenças respiratórias com hipersecreção, facilitando a expectoração.
É a indicação coerente com a farmacologia: o fármaco reduz a viscosidade do muco, aumenta a produção de surfactante e o clareamento mucociliar, facilitando a expectoração na hipersecreção, ainda que a evidência clínica em crianças pequenas seja fraca.
- C) Prevenção de infecções respiratórias virais devido à sua ação imunomoduladora nas vias aéreas.
Não há ação antiviral nem imunomoduladora comprovada que justifique uso preventivo de infecções respiratórias; o efeito antioxidante descrito é laboratorial.
- D) Controle da inflamação em bronquiolites através da inibição de mediadores inflamatórios.
Na bronquiolite a SBP não recomenda mucolíticos, broncodilatadores ou corticoide de rotina; o tratamento é de suporte com hidratação, aspiração nasal e oxigênio se saturação abaixo de 90 a 92%.
- E) Tratamento de tosse seca crônica por sua ação antitussígena no sistema nervoso central.
Ambroxol não age nos centros bulbares da tosse; ao contrário, tende a tornar a tosse mais produtiva, e antitussígenos centrais (codeína, dextrometorfano) são contraindicados em menores de 6 anos.
Resumo para lembrar
Ambroxol é metabólito da bromexina, mucolítico e mucocinético: reduz a viscosidade do muco, estimula surfactante e o batimento ciliar, facilitando a expectoração na hipersecreção brônquica. Não é broncodilatador, antiviral, anti-inflamatório nem antitussígeno central, e não tem lugar na bronquiolite.