Criança, sexo masculino, 6 anos de idade, portadora de asma não controlada, foi admitida na unidade de emergência em insuficiência respiratória devido à exacerbação asmática. O paciente recebeu corticosteroide sistêmico, salbutamol inalatório a cada 20 minutos por três vezes e sulfato de magnésio. Teve melhora, apenas discreta, e agora está recebendo ẞ2- agonista endovenoso contínuo. Na evolução, o monitor do paciente começou a sinalizar alteração dos sinais vitais. As imagens a seguir apresentam os dados de monitorização dos últimos cinco minutos (prévio) e o do momento atual.

Assinale a alternativa que ilustra, corretamente, o procedimento de urgência a ser realizado no paciente descrito.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- Primeiro, temos uma criança, um menino de 6 anos de idade. Essa idade é importante para entendermos o contexto pediátrico.
- Ele é portador de asma não controlada, o que já nos alerta para a gravidade da doença de base.
- A criança foi admitida na emergência já em insuficiência respiratória por uma exacerbação asmática.
- Já foram administrados corticosteroide sistêmico, salbutamol inalatório de 20 em 20 minutos por três vezes e sulfato de magnésio.
- Apesar desses tratamentos, a melhora foi apenas discreta, indicando que a crise é refratária.
- Por isso, ele está recebendo agora um beta 2 agonista endovenoso contínuo, uma medida para casos mais graves.
- E o ponto crucial é que, na evolução, o monitor começou a sinalizar alteração dos sinais vitais.
- Juntando tudo, temos um paciente pediátrico com asma grave, refratária ao tratamento inicial e já em terapia avançada, que agora apresenta deterioração dos sinais vitais.
- Essa alteração dos sinais vitais, no contexto de uma crise asmática grave, sugere uma falência respiratória progressiva ou até mesmo um choque, que pode levar à parada cardiorrespiratória.
- A alternativa A sugere uma manobra vagal. No entanto, manobras vagais são para taquicardias supraventriculares estáveis e não resolvem uma insuficiência ventilatória grave como a do nosso paciente.
- A alternativa C propõe uma punção cervical. Essa não é a primeira opção quando a via aérea pode ser assegurada por uma abordagem convencional, como a intubação orotraqueal, que é mais eficaz e segura nesse cenário.
- A alternativa D fala em cardioversão. A cardioversão exige o diagnóstico de uma taquiarritmia que esteja causando instabilidade hemodinâmica, e uma frequência cardíaca elevada isolada não é suficiente para indicá-la, especialmente quando a causa primária é respiratória.
- A alternativa B, que mostra a laringoscopia para intubação, é a conduta correta. Diante da falência respiratória refratária e da deterioração dos sinais vitais, a intubação orotraqueal é a medida de urgência para garantir a via aérea e a ventilação adequada, exigindo preparo hemodinâmico e equipe experiente.
- Então, uma criança com asma grave e refratária, que evolui com deterioração dos sinais vitais, deve ter sua via aérea garantida, e a intubação orotraqueal é o procedimento de urgência indicado.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Pediatric Advanced Life Support — diretrizes 2025AHA/AAP, 2025 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.