Mãe demonstra preocupação na maternidade com relação à aparência umbilical observada em sua primeira filha, com 3 dias de vida, conforme a imagem a seguir:

Assinale a alternativa que indica a melhor conduta.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- Vamos analisar o caso. A mãe demonstra preocupação com a aparência do umbigo da filha, o que nos mostra que a queixa principal é estética e não funcional, sem sinais de dor ou desconforto para o bebê.
- Essa preocupação acontece ainda na maternidade, o que significa que estamos lidando com um bebê muito jovem e uma mãe que provavelmente está recebendo as primeiras orientações sobre os cuidados com o recém-nascido.
- É a primeira filha da mãe, o que reforça a ideia de que ela pode ter pouca experiência com as particularidades dos recém-nascidos e, por isso, a necessidade de orientações claras e tranquilizadoras.
- A idade da bebê, com apenas três dias de vida, é um dado crucial. Isso nos indica que é um recém-nascido, e muitas condições umbilicais nessa fase são fisiológicas ou benignas e se resolvem espontaneamente.
- A queixa se refere à aparência umbilical, sem menção de choro, dor à palpação, vermelhidão, calor ou secreção. Isso nos leva a crer que a hérnia, se presente, é assintomática.
- A imagem, embora não esteja aqui, nos faria visualizar uma hérnia umbilical comum, sem sinais de complicação como encarceramento ou estrangulamento, que são raros em recém-nascidos.
- Considerando que é um recém-nascido de apenas três dias e a preocupação é apenas com a aparência umbilical, sem outros sintomas, a hipótese mais provável é de uma hérnia umbilical assintomática e não complicada.
- Hérnias umbilicais em recém-nascidos e lactentes costumam fechar espontaneamente até um ou dois anos de idade, e a intervenção cirúrgica raramente é necessária nessa fase inicial, a menos que haja complicações.
- Portanto, a conduta deve ser de observação, com foco em orientar a mãe sobre os cuidados adequados e o que evitar, tranquilizando-a sobre a benignidade da condição na maioria dos casos.
- A alternativa C sugere manter a internação hospitalar e iniciar antibioticoterapia. No entanto, o enunciado não descreve nenhum sinal de infecção, como onfalite, febre ou secreção purulenta. Apenas a aparência umbilical não justifica o uso de antibióticos.
- A alternativa B propõe a correção cirúrgica antes da alta, devido ao risco de encarceramento. A cirurgia antes da alta não é rotina para uma hérnia umbilical simples e assintomática em um recém-nascido, pois o risco de encarceramento é muito baixo e a maioria fecha espontaneamente.
- A alternativa A sugere encaminhar para o cirurgião pediátrico para avaliação ambulatorial. Para uma hérnia umbilical assintomática em um bebê de três dias, a avaliação cirúrgica é reservada para casos de persistência, complicações ou dúvidas diagnósticas mais relevantes, o que não é o caso aqui como primeira conduta.
- A alternativa D, que indica conduta expectante, orientar limpeza e não aplicar técnicas compressivas, é a correta. Para uma hérnia umbilical assintomática em um recém-nascido, a observação é a mais adequada, pois a maioria fecha espontaneamente. É fundamental orientar a mãe sobre a limpeza do umbigo e, principalmente, desaconselhar o uso de faixas, moedas ou outras técnicas compressivas, que não ajudam e podem até prejudicar.
- Em um recém-nascido de três dias, com uma hérnia umbilical que é apenas uma preocupação estética da mãe, a conduta deve ser sempre expectante e com orientações claras sobre os cuidados e a evolução natural.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Umbilical hernia — pre-referralRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.