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Pediatrando

Menina de 4 anos com síndrome de Down e defeito de septo atrioventricular (DSAV) internou por broncopneumonia extensa e evoluiu com insuficiência respiratória. Durante tentativa de intubação apresentou parada cardiorrespiratória (PCR). O monitor cardíaco mostra o ritmo abaixo: |Conforme a última diretriz de Reanimação Cardiorrespiratória em pediatria da American Heart Association, a primeira conduta terapêutica é:

Imagem da questão — FAMERP R+ 2026, questão 24

Letra solta no enunciado original.

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Resposta: A

  1. A) Desfibrilação 2J/Kg.

    O monitor mostra ondas irregulares de amplitude e frequência variáveis, sem QRS: fibrilação ventricular. A prioridade é desfibrilar com 2 J/kg (choque não sincronizado) e retomar a RCP por 2 minutos logo após; a hipoxemia na intubação de uma cardiopata com risco de hipertensão pulmonar é o gatilho provável.

  2. B) Cardioversão 2J/Kg.

    Cardioversão é o choque sincronizado com a onda R, usado nas taquiarritmias com pulso (0,5 a 1 J/kg, depois 2 J/kg). Na FV não há QRS para sincronizar e o aparelho pode nem disparar; o choque tem de ser não sincronizado.

  3. C) Administrar adrenalina endovenosa.

    A adrenalina é a primeira droga nos ritmos não chocáveis (assistolia e AESP). Na FV ela só entra após o 2º choque, durante a RCP, porque o que reverte o ritmo é a desfibrilação precoce.

  4. D) Administrar amiodarona endovenosa.

    Amiodarona (5 mg/kg) ou lidocaína (1 mg/kg) é reservada à FV ou TV sem pulso que persiste após o 3º choque. Dar antiarrítmico antes de desfibrilar atrasa o único tratamento com impacto comprovado na sobrevida.

Resumo para lembrar

Traçado caótico, sem complexos QRS identificáveis, é fibrilação ventricular. Ritmo chocável em PCR pede RCP imediata e desfibrilação assim que possível: 2 J/kg no 1º choque, 4 J/kg no 2º e ≥4 J/kg (máximo 10 J/kg ou dose de adulto) nos seguintes. A adrenalina entra após o 2º choque e a amiodarona ou a lidocaína após o 3º.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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