Lactente, 1 ano, é trazido à emergência, sendo reanimado com compressões torácicas e ventilação com bolsa-válvula-máscara. Exame físico: apneico e sem pulso central, com acesso venoso periférico pérvio. Monitor: ritmo organizado com FC 60 bpm. A conduta neste momento é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar este caso de pediatria. Primeiro, o enunciado nos diz que é um lactente de um ano de idade.
- Ele está sendo reanimado com compressões torácicas e ventilação com bolsa-válvula-máscara, o que já nos indica que estamos diante de uma situação de parada cardiorrespiratória.
- O exame físico confirma a parada, mostrando que o paciente está apneico e sem pulso central.
- É importante notar que ele já possui um acesso venoso periférico pérvio, o que facilita a administração de medicações.
- E aqui vem o dado crucial: o monitor mostra um ritmo organizado com frequência cardíaca de sessenta batimentos por minuto.
- Quando temos um ritmo organizado no monitor, mas não há pulso central, isso caracteriza uma Atividade Elétrica Sem Pulso, ou AESP.
- A AESP é um ritmo não chocável, o que significa que a desfibrilação não é a conduta inicial apropriada.
- A conduta principal na AESP é manter as compressões torácicas de alta qualidade e as ventilações, e administrar adrenalina o mais rápido possível.
- Agora, vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas.
- A alternativa A propõe suspender as compressões, manter ventilação e administrar amiodarona.
- Suspender as compressões em um paciente sem pulso interrompe a perfusão coronariana e cerebral, o que é um erro grave na reanimação.
- Além disso, a amiodarona é um antiarrítmico usado para fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso refratárias ao choque, e não para um ritmo organizado sem pulso como a AESP.
- A alternativa B sugere manter compressões e ventilações e administrar atropina.
- A atropina tem seu lugar na bradicardia com pulso, especialmente se for por tônus vagal ou bloqueio atrioventricular.
- Neste caso, sem pulso, a frequência de sessenta batimentos por minuto no monitor é AESP, e a droga de escolha na parada é a adrenalina, não a atropina.
- A alternativa C propõe suspender as compressões e realizar desfibrilação.
- Novamente, suspender as compressões é um erro grave em um paciente sem pulso.
- A desfibrilação só tem indicação em ritmos chocáveis, como a fibrilação ventricular ou a taquicardia ventricular sem pulso.
- Chocar a AESP não restaura a circulação e ainda atrasa as compressões e a administração de adrenalina, que são as condutas corretas.
- Finalmente, a alternativa D diz para manter compressões e ventilações, e administrar adrenalina.
- Esta é a conduta correta para a AESP, que é um ritmo não chocável.
- Devemos continuar com as compressões de alta qualidade e a ventilação, e administrar adrenalina na dose de 0,01 miligrama por quilo, ou 0,1 mililitro por quilo da solução de 0,1 miligrama por mililitro, por via intravenosa ou intraóssea, imediatamente e a cada três a cinco minutos.
- Ao mesmo tempo, buscamos e tratamos as causas reversíveis da parada, como hipovolemia, hipóxia, hipercalemia, pneumotórax, tamponamento cardíaco e intoxicações.
- Então, criança de um ano, sem pulso central, mas com ritmo organizado no monitor, pense sempre em atividade elétrica sem pulso e na necessidade de compressões torácicas de alta qualidade e adrenalina.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Pediatric Advanced Life Support — diretrizes 2025AHA/AAP, 2025 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.