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Pediatrando

Um lactente com 3 meses apresenta constipação intestinal desde o seu nascimento, com registro de retardo de eliminação de mecônio de 48h. O paciente foi diagnosticado com aganglionose em todo o sigmoide e aguarda a cirurgia. No dia anterior, apresentou um episódio de diarreia sanguinolenta em grande quantidade, com quadro de febre, distensão abdominal e parada de eliminação de gases e fezes. Chegou ao serviço de emergência em mau estado geral, pálido, hipotenso, sudoreico, taquicárdico, com distensão abdominal importante e temperatura axilar de 38 °C. Nesse momento, foram realizadas reposição volêmica, descompressão com uma sonda nasogástrica e retal e foram ministrados antibióticos de amplo espectro para cobertura de organismos aeróbicos e anaeróbicos. A seguir, reproduz-se o resultado do exame de imagem trazido pela mãe do paciente à emergência.

Imagem da questão — INEP 2024/1, questão 159

Com base nessas informações, é correto afirmar que, após a estabilização clínica do paciente, o tratamento definitivo é

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Resposta: A

  1. A) abaixamento de cólon endoanal sem colostomia.

    Ressecção do segmento agangliônico com anastomose do cólon normogangliônico ao canal anal em tempo único, por via transanal (Soave/De la Torre), é o tratamento definitivo da aganglionose retossigmoide; colostomia prévia só na enterocolite refratária.

  2. B) abaixamento de cólon abdominoperineal com colostomia.

    O abaixamento abdominoperineal clássico em etapas, com colostomia prévia, foi substituído pela técnica transanal em tempo único na aganglionose curta, com menos morbidade e sem estomia.

  3. C) colostomia descompressiva na zona de dilatação do cólon.

    Colostomia na zona dilatada é medida temporária de descompressão e não trata a aganglionose; a pergunta é sobre o tratamento definitivo após a estabilização.

  4. D) sigmoidectomia abdominoperineal com colostomia definitiva.

    Sigmoidectomia com colostomia definitiva não remove o reto agangliônico, causa da obstrução funcional, e condena a criança a estomia permanente sem necessidade.

Resumo para lembrar

Enterocolite do Hirschsprung (diarreia explosiva fétida, distensão, febre, choque) trata-se com ressuscitação, descompressão retal, antibiótico de amplo espectro e irrigações. Estabilizada a criança, o definitivo é o abaixamento transanal do cólon em tempo único (Soave/De la Torre), sem colostomia.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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