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Pediatrando

Um menino com 2 anos é trazido à emergência com queixa de febre e de crise convulsiva tônico-clônica generalizada com liberação esfincteriana, a qual foi observada em domicílio. Segundo a mãe do paciente, a crise convulsiva durou cerca de 7 minutos. Ao chegar à emergência, o menino estava, ainda, com uma temperatura axilar de 38,5 °C. Depois de cerca de 1 hora do término da crise, verificou-se que a criança estava ativa e reativa, interagindo, com pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem sinais meníngeos, eupneica, normocárdica e sem febre, após administração de medicação antitérmica. A mãe alega que seu filho nunca teve problemas de saúde e nega crises anteriores. Diante do quadro descrito, assinale a opção que contém, respectivamente, o diagnóstico e a conduta médica apropriada para o caso.

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Resposta: C

  1. A) Convulsão febril simples; realizar, diante do quadro febril, tomografia computadorizada e punção lombar.

    Tomografia e punção lombar não têm indicação em crise febril simples com criança alerta, sem sinais meníngeos e com exame neurológico normal passado o período pós-ictal.

  2. B) Convulsão febril complexa; realizar internação hospitalar e eletroencefalograma para investigar o quadro febril.

    Crise única, generalizada e de 7 minutos não preenche critério de crise complexa (focal, acima de 15 minutos ou recorrente em 24 horas); EEG não altera a conduta nem investiga a febre.

  3. C) Convulsão febril simples; investigar o quadro febril e tratar o paciente de acordo com os resultados encontrados.

    Crise generalizada única, breve, em criança de 2 anos previamente hígida e com exame neurológico normal define crise febril simples; a conduta é procurar a causa da febre e tratá-la, orientando a família sobre a benignidade e o risco de recorrência.

  4. D) Convulsão febril complexa; realizar internação hospitalar e ressonância magnética para investigar o quadro febril.

    Não há critério de crise complexa, e ressonância não faz parte da avaliação da crise febril; neuroimagem só se justifica com déficit focal, sinais de hipertensão intracraniana ou alteração neurológica persistente.

Resumo para lembrar

Crise febril simples: generalizada, menor que 15 minutos, única em 24 horas, em criança de 6 meses a 5 anos sem doença neurológica. Não exige EEG nem neuroimagem; punção lombar só com sinais meníngeos, aspecto tóxico, vacinação incompleta no lactente ou antibiótico prévio. Investiga-se apenas o foco da febre.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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