Menina de 8 anos, com diagnóstico recente de Leucemia Linfoblástica Aguda, em tratamento no primeiro ciclo de quimioterapia, apresenta perda de consciência, apneia e ausência de pulso central palpável. O monitor cardíaco demonstra fibrilação ventricular. Reanimação cardiorrespiratória é iniciada. Em relação às drogas que podem ser administradas durante a reanimação cardiorrespiratória podemos afirmar:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Começando a análise do caso, temos uma menina de 8 anos.
- Ela tem um diagnóstico recente de Leucemia Linfoblástica Aguda.
- E está no primeiro ciclo de quimioterapia, o que nos alerta para um estado de saúde mais frágil.
- Os sintomas são bem claros: perda de consciência, apneia e ausência de pulso central palpável.
- O monitor cardíaco mostra fibrilação ventricular, que é um ritmo chocável.
- E a reanimação cardiorrespiratória já foi iniciada.
- Então, temos uma parada cardiorrespiratória em fibrilação ventricular, que é um ritmo chocável.
- Nesse cenário, a prioridade máxima é a desfibrilação, que deve ser feita o mais rápido possível.
- As drogas, como antiarrítmicos ou vasopressores, entram em cena após os choques iniciais, se o ritmo persistir.
- Analisando a alternativa D, que diz que a adrenalina deve ser usada precocemente no primeiro ciclo de reanimação, isso está incorreto.
- Em um ritmo chocável como a fibrilação ventricular, a desfibrilação é sempre a conduta prioritária, e a adrenalina segue a sequência do algoritmo, não sendo a primeira droga a ser administrada.
- A alternativa C afirma que está indicada a cardioversão elétrica sincronizada desde o primeiro ciclo de reanimação.
- Isso está errado, pois a fibrilação ventricular exige desfibrilação, que é um choque não sincronizado. A cardioversão é para ritmos taquicárdicos com pulso.
- A alternativa B sugere que a lidocaína deve ser administrada após o primeiro choque.
- A lidocaína é uma alternativa antiarrítmica para ritmos refratários, mas não é administrada rotineiramente após o primeiro choque. Ela entra em consideração se o ritmo persistir após choques e amiodarona.
- Por fim, a alternativa A diz que a amiodarona deve ser utilizada após o terceiro choque.
- Essa é a alternativa correta. Em casos de fibrilação ventricular refratária, a amiodarona pode ser administrada após o terceiro choque, conforme os algoritmos de reanimação pediátrica.
- Então, criança de 8 anos com parada cardiorrespiratória em fibrilação ventricular, pense sempre em desfibrilação precoce e, se refratário, em antiarrítmicos como a amiodarona.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Pediatric Advanced Life Support — diretrizes 2025AHA/AAP, 2025 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.