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Pediatrando

Lactente com 40 dias de vida, peso atual de 3400 g, apresentando vômitos leitosos pós mamada há 7 dias, com diminuição da diurese, não evacua há 5 dias. Chega ao atendimento de urgência em regular estado geral, corado, anictérico, irritado, fontanela anterior deprimida, olhos fundos, choro sem lágrimas, boca seca, pulsos cheios, FC = 160 bpm, enchimento capilar em 2 segundos; o abdome semigloboso, normotenso, aparentemente indolor à palpação, com ruídos hidroaéreos normativos. Foi oferecido solução de reidratação oral, porém após alguns minutos apresentou vômito volumoso. Radiografia de tórax normal e abdome apresentando distensão gástrica. Foi puncionado acesso venoso para hidratação e solicitado ultrassonografia de abdome, aguardando tempo de jejum. Qual o exame laboratorial mais útil para corroborar a principal hipótese diagnóstica?

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Resposta: C

  1. A) Dosagem de IgE.

    IgE sérica não tem papel na investigação de vômitos do lactente; a alergia à proteína do leite, quando causa vômitos, costuma ser não IgE mediada e não produz distensão gástrica com vômitos volumosos e progressivos.

  2. B) Urina tipo 1.

    Urina tipo 1 é útil para infecção urinária, diferencial de vômitos no lactente, mas não corrobora obstrução pilórica. Pode até mostrar acidúria paradoxal, achado tardio e secundário ao distúrbio eletrolítico.

  3. C) Gasometria.

    Vômitos pós-mamada há 7 dias aos 40 dias de vida, desidratação, constipação por baixa ingestão e distensão gástrica na radiografia apontam estenose de piloro. A gasometria mostra alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica, cuja correção é obrigatória antes da piloromiotomia pelo risco de apneia pós-operatória.

  4. D) Hemograma.

    Hemograma pode mostrar hemoconcentração pela desidratação, mas é inespecífico. Não ajuda a confirmar a obstrução pilórica nem orienta o preparo pré-operatório, que depende dos eletrólitos e do pH.

Resumo para lembrar

Vômitos não biliosos, progressivos, após as mamadas entre 2 e 6 semanas de vida sugerem estenose hipertrófica do piloro. A perda de ácido clorídrico causa alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica, que a gasometria com eletrólitos documenta; a ultrassonografia confirma (sensibilidade de 95%), e a cirurgia só é feita após corrigir a desidratação e a alcalose.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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