Lactente de 12 meses com quatro episódios de sibilância desde os 8 meses, um deles com necessidade de hospitalização. Todos os episódios ocorreram após quadros respiratórios virais. Entre crises, permanece com sintomas respiratórios leves. Ao exame: eutrófico, eupneico, ausculta com roncos de transmissão, lesões eczematosas em fossas cubitais e poplíteas. Com base no GINA 2025 para menores de 5 anos, qual a conduta terapêutica correta?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Temos um lactente de doze meses, o que já nos situa na faixa etária pediátrica importante para as diretrizes do GINA para menores de cinco anos.
- Ele apresentou quatro episódios de sibilância desde os oito meses, o que indica uma recorrência significativa e nos alerta para uma possível doença crônica.
- Um desses episódios exigiu hospitalização, mostrando que as crises não são leves e podem ser graves, impactando a qualidade de vida da criança.
- É interessante notar que todos os episódios ocorreram após quadros respiratórios virais, um gatilho comum para a sibilância e asma em crianças pequenas.
- Além disso, entre as crises, a criança permanece com sintomas respiratórios leves, o que sugere uma inflamação subjacente persistente, e não apenas episódios isolados.
- No exame físico, a presença de lesões eczematosas em fossas cubitais e poplíteas é um achado crucial, pois indica atopia, um forte fator de risco para asma em crianças.
- Juntando todos esses pontos, temos um lactente com sibilância recorrente, grave, persistente e com atopia, o que nos direciona para o diagnóstico de asma no pré-escolar.
- As diretrizes do GINA para menores de cinco anos recomendam, nesses casos de sibilância frequente ou grave, um teste terapêutico com corticoide inalatório diário.
- O objetivo é controlar a inflamação das vias aéreas e prevenir novas crises, melhorando a qualidade de vida da criança.
- A alternativa A propõe apenas manter salbutamol inalatório sob demanda durante as crises, mas isso não é suficiente para um quadro de sibilância recorrente e persistente.
- O salbutamol é um broncodilatador de resgate, alivia os sintomas agudos, mas não trata a inflamação subjacente que causa as crises e os sintomas entre elas.
- A alternativa C sugere tratamento de suporte exclusivo nas crises, o que é ainda menos adequado, pois ignora completamente a necessidade de controle da doença de base.
- Apenas o suporte não consegue controlar a inflamação crônica e o risco de novas crises, deixando a criança vulnerável.
- Já a alternativa D propõe associar corticoide oral a salbutamol por um período curto nas crises, mas o corticoide oral é para exacerbações agudas e não substitui o tratamento controlador diário.
- O uso de corticoide oral de forma intermitente não é a estratégia para o controle da asma persistente em crianças pequenas.
- Finalmente, a alternativa B, que indica corticoide inalatório diariamente associado a salbutamol sob demanda, é a conduta correta.
- O corticoide inalatório diário é o tratamento controlador mais eficaz para a asma em crianças, especialmente naquelas com sibilância recorrente, grave e atopia, como o nosso paciente.
- Criança de doze meses, com sibilância recorrente, grave, persistente e atopia, pense sempre em asma do pré-escolar e na necessidade de corticoide inalatório diário como tratamento controlador.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Global Strategy for Asthma Management and PreventionGINA, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.