Menino de 7 anos, com diagnóstico de asma persistente, faz uso regular de corticosteroide inalatório (CI) em baixa dose. Durante a consulta de seguimento, a mãe relata que ele tem apresentado sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, sendo necessário fazer uso frequente de broncodilatador de curta ação para alívio (SABA), além de ocasionar limitação na realização de atividades físicas. No último ano, ele teve duas exacerbações que exigiram o uso de corticosteroides sistêmicos. Considerando os critérios de controle da asma e a abordagem terapêutica passo a passo para crianças de 6 a 11 anos, a alternativa terapêutica preferencial para o caso é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Temos um menino de 7 anos de idade.
- Ele já tem um diagnóstico de asma persistente e usa regularmente corticosteroide inalatório em baixa dose.
- A mãe relata que ele tem sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, o que já nos indica um controle inadequado.
- Além disso, ele precisa usar o broncodilatador de curta ação, o SABA, com frequência para alívio.
- A asma está limitando suas atividades físicas, o que é mais um sinal de que o controle não está bom.
- E, para completar, no último ano, ele teve duas exacerbações que exigiram o uso de corticosteroides sistêmicos, o que é um marcador de asma não controlada.
- Juntando todos esses dados, fica claro que a asma do nosso paciente está descontrolada, apesar do uso do corticosteroide inalatório em baixa dose.
- Pelas diretrizes de asma, para crianças de 6 a 11 anos com asma não controlada em baixa dose de corticosteroide inalatório, precisamos escalar o tratamento.
- O objetivo é encontrar a alternativa terapêutica preferencial para melhorar esse controle e a qualidade de vida do menino.
- Vamos analisar a alternativa B. Manter a dose de corticosteroide inalatório e adicionar montelucaste de sódio em regime diário.
- Essa opção não é a preferencial, pois o montelucaste tem uma eficácia menor em comparação com outras opções e ainda exige discussão sobre possíveis efeitos neuropsiquiátricos.
- Agora, a alternativa C: dobrar a dose de corticosteroide inalatório, mantendo o uso de SABA para exacerbações.
- Embora aumentar a dose do corticosteroide inalatório seja uma alternativa, não é a preferencial neste cenário, especialmente porque não dispensa a revisão da técnica inalatória e da adesão, e existem opções mais eficazes para o controle e alívio.
- Vamos para a alternativa D: manter a dose de corticosteroide inalatório e adicionar tiotrópio por via inalatória.
- O tiotrópio geralmente é um adjuvante em etapas mais avançadas do tratamento da asma, não sendo a primeira escolha para a escalada terapêutica usual neste ponto.
- Por fim, a alternativa A: iniciar baixa dose de corticosteroide inalatório associada ao formoterol em regime diário e sob demanda.
- Esta é a alternativa preferencial, pois o regime de corticosteroide inalatório-formoterol, tanto para manutenção quanto para alívio, é uma opção de escalada recomendada pelas diretrizes para essa faixa etária e grau de descontrole da asma.
- Criança de 7 anos, com asma persistente e sintomas descontrolados apesar do corticosteroide inalatório em baixa dose, pense sempre em escalar para um regime de corticosteroide inalatório-formoterol como terapia de manutenção e resgate.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Global Strategy for Asthma Management and PreventionGINA, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.