Lactente, feminino, 3 meses, filha de mãe com diabetes mellitus gestacional, nasceu grande para a idade gestacional (GIG), está em aleitamento materno associado ao uso de fórmula infantil (3 vezes ao dia). Apresenta escore z da estatura / idade entre + 1 e +2 e índice de massa corporal > + 3. Para reduzir o risco de obesidade, a orientação indicada é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o caso clínico. Primeiro, temos uma lactente, do sexo feminino, com três meses de idade. Essa idade é crucial porque define o período de aleitamento e as recomendações nutricionais específicas para essa fase da vida.
- Em seguida, a mãe dela teve diabetes mellitus gestacional. Esse é um fator de risco importante para o desenvolvimento de obesidade na criança, que precisamos considerar.
- A bebê nasceu grande para a idade gestacional, ou GIG. Ser GIG também é um fator de risco bem conhecido para o ganho de peso excessivo e obesidade na infância.
- A alimentação atual é aleitamento materno associado ao uso de fórmula infantil, três vezes ao dia. A presença da fórmula, especialmente em um contexto de risco, pode contribuir para um aporte calórico maior do que o necessário.
- O escore z da estatura por idade está entre mais um e mais dois. Isso nos mostra que o crescimento linear da criança está adequado, sem sinais de desnutrição ou de crescimento acelerado em altura.
- Porém, o índice de massa corporal é maior que mais três. Esse dado é alarmante, pois indica que a criança já se encontra em sobrepeso ou obesidade, confirmando a preocupação com o ganho de peso.
- Então, temos uma lactente de três meses com múltiplos fatores de risco para obesidade, como mãe diabética e ter nascido GIG, e que já apresenta um índice de massa corporal elevado, caracterizando obesidade.
- A questão nos pede a orientação indicada para reduzir o risco de obesidade. Nossa conduta deve focar em estratégias que comprovadamente protejam contra o ganho de peso excessivo nessa faixa etária, especialmente considerando os fatores de risco presentes.
- A alternativa A sugere manter o aleitamento materno e diluir a fórmula infantil para reduzir a ingestão calórica. Diluir a fórmula é uma prática incorreta, pois desequilibra os nutrientes e eletrólitos, podendo causar hiponatremia e déficit proteico, além de não ser uma estratégia eficaz para controle de peso.
- A alternativa B propõe introduzir alimentos sólidos aos quatro meses de vida. A introdução precoce de sólidos, antes dos seis meses, é um fator de risco para obesidade e alergias. A alimentação complementar deve começar apenas quando a criança apresenta prontidão, geralmente por volta dos seis meses.
- A alternativa C sugere manter o aleitamento materno e a fórmula, mas restringir a livre demanda para reduzir o ganho de peso. Restringir as mamadas em um lactente de três meses prejudica a autorregulação da saciedade da criança e pode até reduzir a produção de leite materno. A livre demanda, na verdade, protege contra o ganho excessivo de peso.
- A alternativa D indica incentivar a transição para o aleitamento materno exclusivo e acompanhar o crescimento com curvas adequadas. Esta é a conduta correta. O aleitamento materno exclusivo é uma intervenção com forte evidência de proteção contra obesidade, pois favorece a autorregulação da ingestão e oferece um menor aporte proteico. O acompanhamento do índice de massa corporal e do peso por comprimento nas curvas da Organização Mundial da Saúde é essencial.
- Então, em uma criança de três meses, com fatores de risco e obesidade, pense sempre em otimizar o aleitamento materno, buscando o aleitamento exclusivo sempre que possível.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Manual de orientação sobre obesidade — 3ª ediçãoSBP, 2019 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.