Durante uma consulta pediátrica de rotina, os pais de um menino de 8 anos relatam uso excessivo de telas e ausência de prática de atividade física, exceto pelas aulas de Educação Física realizadas duas vezes por semana na escola. O hábito alimentar é inadequado, com baixa ingestão de frutas e legumes, associado a preferência por alimentos ultraprocessados. O índice de massa corporal (IMC) está representado na curva a seguir:

Assinale a alternativa que apresenta a classificação do estado nutricional do paciente em questão e os exames complementares iniciais indicados de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Primeiro, vamos olhar para os dados do caso. Temos um menino de oito anos.
- Os pais relatam um uso excessivo de telas e pouca prática de atividade física, exceto pelas aulas de Educação Física realizadas duas vezes por semana na escola.
- Além disso, o hábito alimentar dele é inadequado, com baixa ingestão de frutas e legumes e preferência por alimentos ultraprocessados.
- E, o mais importante, o índice de massa corporal, ou IMC, está representado na curva, e pelo que as alternativas nos indicam, ele se classifica como obesidade.
- Com todos esses dados, um menino de oito anos com sedentarismo, dieta inadequada e obesidade, precisamos pensar nas comorbidades associadas.
- A Sociedade Brasileira de Pediatria, a SBP, orienta uma investigação inicial para essas comorbidades metabólicas e hepáticas, considerando a idade e os fatores de risco.
- Vamos analisar a alternativa A. Ela fala em obesidade grave e pede insulina, LDL, TGP e hemograma.
- O erro aqui é que a insulina não é um exame rotineiro necessário para diagnosticar resistência insulínica na obesidade, especialmente como exame inicial.
- A alternativa C sugere obesidade grave, TSH, perfil lipídico e perfil de ferro.
- O TSH é indicado apenas por suspeita clínica de hipotireoidismo, não como um painel universal para obesidade.
- Já a alternativa D classifica o paciente como sobrepeso e pede glicemia de jejum, LDL, insulina e hemograma.
- O primeiro erro é a classificação, pois o IMC do paciente indica obesidade, não sobrepeso.
- Além disso, novamente a insulina não é um exame inicial de rotina, e o hemograma não substitui a avaliação metabólica direcionada.
- Por fim, a alternativa B nos traz a classificação correta de obesidade e sugere glicemia de jejum, perfil lipídico e TGP.
- Essa é a alternativa correta porque a glicemia, os lipídios e a transaminase avaliam as comorbidades metabólicas, como diabetes e dislipidemia, e hepáticas, como esteatose, que são indicadas conforme a idade e o risco do paciente, de acordo com as diretrizes.
- Então, criança de oito anos com obesidade, pense sempre em investigar as comorbidades metabólicas e hepáticas.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Manual de orientação sobre obesidade — 3ª ediçãoSBP, 2019 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.