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Pediatrando

Menino de 1 ano é levado pelos pais para consulta de puericultura em Unidade Básica de Saúde. Eles referem preocupação com a vacina tríplice viral e informam que a criança apresentou reações leves após receber aplicações de outras vacinas. Relatam também que, pesquisando sobre o tema em redes sociais, assistiram a vídeos que associavam a vacina tríplice viral ao desenvolvimento do transtorno do espectro autista (TEA). Receosos, hesitam em imunizar o filho. Qual é a abordagem a ser realizada com esses pais?

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Resposta: D

  1. A) Explicar que há baixa ocorrência de TEA em crianças vacinadas e encaminhar paciente para a atualização vacinal.

    Falar em baixa ocorrência de TEA em vacinados sugere que alguma relação existe; o correto é afirmar que não há associação, e encaminhar sem diálogo não resolve a hesitação.

  2. B) Orientar sobre a importância das vacinas e reforçar a superioridade de seus benefícios em relação à possibilidade de TEA.

    Pesar benefícios contra a possibilidade de TEA valida uma relação inexistente e soa como imposição; a hesitação exige acolhimento e informação correta, não só reforço da importância da vacina.

  3. C) Pesquisar sintomas preditores de TEA na criança e, em caso de resultado negativo, continuar o protocolo de vacinação segura.

    Não existe rastreio de TEA como condição para vacinar, porque a vacina não causa autismo; investigar sintomas preditores é desnecessário e reforça o mito.

  4. D) Acolher a preocupação dos familiares e fornecer informações sobre a ausência de associação entre TEA e vacinas.

    Acolher a preocupação, entender o que motivou o medo e informar com segurança que os estudos não mostram associação entre vacinas e autismo é a estratégia recomendada para reverter a hesitação vacinal e preservar o vínculo.

Resumo para lembrar

Diante da hesitação vacinal, a abordagem eficaz é acolher a dúvida sem julgamento, escutar o medo específico e corrigir a informação com clareza: não há qualquer associação entre vacinas, incluindo a tríplice viral, e autismo. Confrontar ou minimizar a preocupação afasta a família.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.