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Pediatrando

Recém-nascido do sexo masculino, com 3 dias de vida, é avaliado após ultrassonografia obstétrica que mostrava dilatação pielocalicinal unilateral no terceiro trimestre. Está assintomático, com diurese normal e exame físico sem alterações. Ultrassonografia pós-natal, realizada com 48 horas de vida, confirma dilatação leve da pelve renal esquerda (diâmetro anteroposterior de 8 mm), sem ureterectasia ou alteração cortical. Com base nesse quadro, assinale a conduta mais adequada:

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Resposta: D

  1. A) Solicitar tomografia de abdome para avaliar obstrução do trato urinário.

    Tomografia não tem papel na investigação da dilatação do trato urinário neonatal: expõe o bebê à radiação e não mede função nem drenagem. Ultrassom seriado e, quando indicado, cintilografia com DTPA ou MAG3 são os exames usados.

  2. B) Iniciar antibioticoprofilaxia e encaminhar para correção cirúrgica precoce.

    Profilaxia antibiótica é considerada nas dilatações moderadas a graves, com ureter dilatado ou suspeita de refluxo de alto grau, e cirurgia só se indica por obstrução com perda de função. Pelve de 8 mm isolada não justifica nenhuma das duas.

  3. C) Indicar investigação urológica imediata com cintilografia renal e uretrocistografia miccional.

    Uretrocistografia é reservada a dilatação moderada ou grave, ureterectasia, dilatação bilateral ou alteração vesical; a cintilografia renal dinâmica, quando indicada, é feita após 4 a 6 semanas, porque o rim imaturo dá resultados pouco confiáveis antes. Nenhum desses critérios está presente.

  4. D) Repetir a ultrassonografia com 4 a 6 semanas de vida, mantendo acompanhamento clínico.

    O ultrassom pós-natal mostrou pelve de 8 mm, sem ureter dilatado nem alteração do parênquima, dilatação leve ou ainda dentro do normal pela classificação UTD. Como o exame precoce pode subestimar a dilatação pela oligúria fisiológica, repete-se o ultrassom com 4 a 6 semanas e mantém-se acompanhamento clínico.

Resumo para lembrar

Pela classificação UTD, pelve renal com diâmetro anteroposterior abaixo de 10 mm após 48 horas de vida, sem dilatação calicial, ureteral ou alteração cortical, é normal ou dilatação leve. A conduta é repetir o ultrassom em 1 a 6 meses (em geral com 4 a 6 semanas), sem profilaxia antibiótica, uretrocistografia ou cintilografia de rotina.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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