- A) Estenose da junção ureteropiélica.
É o padrão clássico da estenose de JUP: dilatação isolada da pelve e dos cálices com afilamento do parênquima, ureter de calibre normal (não visível) e bexiga normal, em hidronefrose unilateral já vista no pré-natal. A investigação segue com cintilografia renal dinâmica (DTPA ou MAG3) para medir função e drenagem e decidir pela pieloplastia.
- B) Rim único com ureterocele.
Ureterocele em geral se associa a duplicidade pieloureteral e produz ureter dilatado até a bexiga, com imagem cística intravesical ao USG. Ureter não visível e bexiga normal afastam obstrução na junção ureterovesical.
- C) Síndrome de abdome em ameixa seca.
A síndrome de prune belly ocorre quase só em meninos e reúne deficiência da musculatura abdominal, criptorquidia bilateral e dilatação ureteral e vesical bilateral. Menina com parede abdominal normal, dilatação unilateral e bexiga normal não se encaixa.
- D) Válvula de uretra posterior.
A válvula de uretra posterior é exclusiva do sexo masculino e causa obstrução infravesical: hidroureteronefrose bilateral, bexiga de paredes espessas e trabeculada e uretra posterior dilatada. Dilatação unilateral, sem ureter visível e com bexiga normal, em menina, exclui o diagnóstico.
Resumo para lembrar
Hidronefrose unilateral vista no pré-natal, com pelve renal muito dilatada, afilamento do parênquima, ureter não visível e bexiga normal, indica estenose da junção ureteropélvica, a causa obstrutiva mais comum de hidronefrose antenatal. Ureter dilatado sugeriria refluxo ou megaureter; dilatação bilateral com bexiga alterada, obstrução infravesical.