No tratamento da cetoacidose diabética, em crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, para evitar complica-ções, após monitoração e a coleta de exames, deve ser iniciada imediatamente a
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Olha só, residente, essa questão aborda um tema super importante na pediatria: a cetoacidose diabética.
- O enunciado nos diz que estamos tratando de crianças e adolescentes com diabetes tipo um, o que é o perfil clássico para essa complicação.
- O objetivo principal é evitar complicações, o que reforça a necessidade de um manejo rápido e correto.
- E ele já nos informa que a monitoração e a coleta de exames já foram feitas, então podemos focar na conduta terapêutica inicial.
- A questão pede o que deve ser iniciado imediatamente, ou seja, a primeira medida terapêutica.
- Em um quadro de cetoacidose diabética, a desidratação é uma das principais preocupações e contribui para a acidose.
- Por isso, a reposição volêmica é a prioridade número um, visando restaurar a perfusão e ajudar a corrigir o desequilíbrio metabólico.
- Vamos analisar a alternativa A. Ela sugere a aplicação de insulina humana regular na dose habitual ou 0,15 unidades por quilo.
- Essa alternativa está incorreta porque, embora a insulina seja essencial, ela não é a primeira medida a ser iniciada. A reposição de fluidos precede a insulina, e um bolus inicial de insulina não é rotineiro e pode ser perigoso.
- A alternativa C propõe a reposição de fluidos com soro fisiológico e soro glicosado a cinco por cento, na proporção de três para um, 150 mililitros por quilo em 24 horas.
- Essa opção está errada porque o volume de 150 mililitros por quilo em 24 horas é um volume fixo e elevado, que não individualiza a necessidade do paciente. Além disso, a mistura arbitrária com glicosado não é a conduta inicial para a expansão volêmica.
- A alternativa D fala em punção de dois acessos venosos para infusão concomitante de soro fisiológico dez mililitros por quilo em vinte minutos, repetidos três vezes até diurese clara, e infusão de insulina regular de 0,05 a 0,1 unidades por quilo por hora.
- Esta alternativa é incorreta porque repetir expansões até diurese clara não é o critério principal para a reposição volêmica na cetoacidose. E, como já dissemos, iniciar a insulina concomitantemente com a expansão inicial não é a estratégia padronizada, a expansão vem primeiro.
- A alternativa E sugere punção de dois acessos venosos para infusão concomitante de soro fisiológico dez mililitros por quilo por hora e soro fisiológico e soro glicosado a cinco por cento, na proporção de um para um, com cloreto de potássio 19,1 por cento, 20 miliequivalentes por litro, 0,5 miliequivalentes por quilo por hora.
- Essa opção está errada porque a reposição de potássio exige uma avaliação renal e laboratorial cuidadosa antes de ser iniciada. Um esquema fixo e simultâneo de potássio, sem essa avaliação prévia, é inadequado e potencialmente perigoso.
- Finalmente, a alternativa B propõe a reposição de fluidos com soro fisiológico ou Ringer-lactato 20 mililitros por quilo em 20 minutos.
- Essa é a conduta correta! A etapa inicial no tratamento da cetoacidose diabética é a expansão volêmica com um cristaloide isotônico, como soro fisiológico ou Ringer-lactato, na dose de 10 a 20 mililitros por quilo em 15 a 30 minutos, ajustado à perfusão do paciente. Isso ajuda a restaurar o volume intravascular e a melhorar a perfusão tecidual antes de iniciar a insulina.
- Então, residente, criança com cetoacidose diabética, após a monitorização e coleta de exames, pense sempre em reposição volêmica inicial com cristaloide isotônico.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Diabetic ketoacidosisRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.