Os pais de um menino morador da capital de São Paulo, que está com 6 anos e tem diagnóstico de deficiência de G-6PD (Glico-se-6 fosfato desidrogenase), querem saber se existe alguma doença cujo tratamento seja de alto risco para hemólise grave, bem como algum alimento, uma vez que desejam viajar e querem estar mais seguros. O médico deve esclarecer que convém evitar exposição a
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Então, residente, vamos analisar essa questão de pediatria. Primeiro, vamos destacar os dados importantes do enunciado.
- Temos um menino de seis anos, o que nos coloca na faixa etária escolar, e isso é relevante para o contexto pediátrico.
- O dado mais crucial é o diagnóstico de deficiência de G-6PD, ou Glicose-6-fosfato desidrogenase. Essa é a condição central da questão.
- Os pais estão preocupados com tratamentos e alimentos que possam causar hemólise grave, o que nos direciona para os gatilhos dessa condição.
- Eles querem saber especificamente sobre alimentos que podem ser perigosos, o que é um ponto importante a ser abordado.
- O fato de desejarem viajar é um contexto muito relevante, pois pode expor a criança a novas doenças ou tratamentos específicos de certas regiões.
- A deficiência de G-6PD é uma doença genética que causa uma deficiência enzimática, tornando os glóbulos vermelhos vulneráveis ao estresse oxidativo, que pode levar à hemólise.
- Os principais gatilhos para essa hemólise são certos medicamentos, alguns alimentos e infecções.
- Considerando que a família vai viajar, precisamos pensar em exposições comuns em viagens que possam ser gatilhos, especialmente em áreas endêmicas para certas doenças.
- A alternativa A sugere gergelim. No entanto, o gergelim não é classicamente associado à hemólise em pacientes com deficiência de G-6PD.
- A alternativa C fala em salmonela. Embora infecções, incluindo as causadas por salmonela, possam precipitar hemólise, a pergunta foca em 'tratamento' e 'alimento', e a salmonela é uma bactéria que causa infecção, não um tratamento ou alimento específico que seja o foco da questão.
- A alternativa D menciona alga. Assim como o gergelim, as algas não são consideradas um desencadeante alimentar clássico para a deficiência de G-6PD.
- A alternativa E sugere lentilha. Aqui é importante lembrar que o alimento clássico associado ao favismo, que é uma forma de deficiência de G-6PD, são as favas, e não as lentilhas em geral.
- Por fim, a alternativa B, malária. Este é um ponto crucial. Alguns medicamentos antimaláricos são potentes oxidantes e podem causar hemólise grave em pacientes com deficiência de G-6PD. Como os pais desejam viajar, a exposição à malária e a necessidade de profilaxia ou tratamento com esses medicamentos representam um risco significativo, sendo uma preocupação muito pertinente para a família.
- Então, residente, em uma criança com deficiência de G-6PD que vai viajar, pense sempre nos riscos de exposição à malária e na necessidade de evitar certos antimaláricos que podem causar hemólise.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 2
- Anaemia — diagnóstico diferencial e deficiências nutricionaisRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
- Anaemia — diagnóstico diferencial e deficiências nutricionaisRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.