Uma menina com 4 anos de idade adquire infecção intestinal por Escherichia coli O157:H7. Após 1 semana do início do quadro evoluiu com anemia hemolítica, trombocitopenia e insuficiência renal. O diagnóstico desta complicação é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o enunciado, que nos traz informações cruciais para o diagnóstico.
- Temos uma criança de 4 anos, o que já nos direciona para doenças pediátricas específicas.
- Essa informação é muito importante, pois a infecção por essa bactéria, a E. coli O157:H7, é um gatilho clássico para uma complicação específica.
- O tempo de uma semana após o início do quadro intestinal é um período típico para o desenvolvimento dessa complicação.
- E aqui está a tríade clássica de sintomas: anemia hemolítica, que é a destruição das células vermelhas do sangue; trombocitopenia, que é a baixa contagem de plaquetas; e insuficiência renal, que é a falha dos rins.
- Juntando a infecção por E. coli O157:H7, o tempo de evolução e essa tríade de achados, o raciocínio nos leva diretamente a um diagnóstico específico.
- A alternativa A, trombose de veia renal, não se encaixa porque, embora possa causar lesão renal, não explica a anemia hemolítica e a trombocitopenia que a paciente apresenta.
- A alternativa B, púrpura trombocitopênica trombótica, ou PTT, é um diferencial de microangiopatia, mas a associação clara com a diarreia por E. coli O157:H7 favorece muito mais a síndrome hemolítico-urêmica.
- A alternativa C, lesão renal por hemoglobinúria, também está incorreta. A hemoglobinúria isolada não explica a plaquetopenia e a síndrome pós-diarreica completa que vemos no caso.
- A alternativa E, necrose tubular aguda, é uma forma de lesão renal, mas por si só não explica a hemólise microangiopática e a plaquetopenia, que são componentes essenciais do quadro da paciente.
- A alternativa D, síndrome hemolítico-urêmica, é a resposta correta. A anemia hemolítica, a plaquetopenia e a lesão renal, especialmente após uma infecção por E. coli produtora de toxina Shiga, caracterizam perfeitamente a síndrome hemolítico-urêmica.
- Uma criança com diarreia por E. coli O157:H7 que evolui com anemia hemolítica, trombocitopenia e insuficiência renal, pense sempre em síndrome hemolítico-urêmica.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Hemolytic uremic syndrome in childrenNIDDK/NIH, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.